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Sergipe

Ronda Maria da Penha reforça proteção a mulheres e registra 520 atendimentos em Sergipe em 2025

Rafael Ramos · · 2 min de leitura

A Ronda Maria da Penha, criada pela Polícia Militar de Sergipe (PMSE) em 2019, consolidou-se como ferramenta essencial no enfrentamento à violência de gênero no estado. Somente em 2025, o serviço acompanhou 520 mulheres e realizou 1.716 visitas domiciliares para fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas de urgência.

Como funciona o atendimento

O ingresso na Ronda ocorre após a formalização da denúncia e a concessão da medida protetiva pela Justiça. Os casos chegam às equipes por meio dos fóruns municipais, que identificam situações de maior vulnerabilidade ou risco de feminicídio. A partir daí, policiais capacitados em violência de gênero, direitos humanos e escuta ativa passam a visitar as vítimas semanalmente, quinzenalmente ou até diariamente, conforme o grau de risco.

Presente nos municípios de Estância, Lagarto, Nossa Senhora da Glória, Tobias Barreto e Itabaiana, a Ronda já prestou assistência a 1.287 mulheres desde a implantação do programa.

Resultados alcançados

De 2019 a 2025, as equipes efetuaram 290 prisões de agressores que descumpriram decisões judiciais. Além da fiscalização, o trabalho engloba assistência, prevenção e repressão, orientando famílias sobre procedimentos e direitos, bem como encaminhando as vítimas a redes de apoio social.

Números da violência em Sergipe

O Painel do Ligue 180 registrou 1.027 denúncias de violência contra a mulher em Sergipe em 2025. Considerando orientações e informações prestadas, o canal totalizou 2.094 atendimentos no período.

Depoimento de quem recebeu apoio

Glória Stephanie Santana, 24 anos, relatou que a ronda foi decisiva para retomar a rotina após ameaças do ex-companheiro. “Saber que existe uma equipe acompanhando a situação trouxe mais tranquilidade para mim e para o meu filho”, disse.

Atuação integrada

A comandante da Ronda em Lagarto, tenente Myrella, esclarece que o vínculo com as assistidas é fundamental. “Verificamos se o agressor cumpre a medida e avaliamos o nível de risco. Muitas vezes, só a presença constante da equipe inibe novas ameaças”, afirma.

O cabo Tomas Nery reforça a importância da denúncia para romper o ciclo de violência. A população pode acionar a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180; o Disque-Denúncia da Polícia Civil, no 181; ou o 190, em casos de emergência.

Com informações de Governo de Sergipe