Selo Escola Antirracista reconhece 248 unidades da rede estadual em Sergipe

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), entregou na manhã desta terça-feira, 14, a certificação da 3ª edição do Selo Escola Antirracista Professora Maria Beatriz Nascimento. A cerimônia ocorreu no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, e contemplou 248 escolas da rede pública estadual que desenvolvem ações permanentes de combate ao racismo e promoção de uma educação inclusiva.
Crescimento do programa
Em três edições, o reconhecimento a escolas antirracistas avançou de forma contínua:
• 123 escolas certificadas em 2024 (referentes às ações de 2023);
• 170 escolas em 2025 (ações de 2024);
• 248 escolas em 2026 (ações de 2025).
O total atual representa cerca de 78% da rede estadual. A meta é alcançar as 319 unidades de ensino, universalizando o selo em Sergipe.
Educação como espaço de equidade
Ao saudar os participantes, o vice-governador Zezinho Sobral afirmou que a iniciativa reforça uma visão ampliada de escola pública. “A educação não se resume a notas ou aprendizado técnico. É, sobretudo, inclusão, onde todos são acolhidos e respeitados”, declarou.
Postura antirracista ativa
O secretário-executivo da Seed, Marcel Resende, defendeu que apenas a condenação do racismo não basta. “É preciso ser antirracista, apoiar políticas afirmativas e agir para corrigir desigualdades históricas”, destacou. Ele lembrou o contexto histórico brasileiro ao citar a pintura A Redenção de Cam, de Modesto Brocos, como exemplo de como o embranquecimento influenciou políticas públicas após a abolição.
Mobilização coletiva
Para o diretor do Departamento de Educação (DED), Genaldo Freitas, o avanço do selo resulta do trabalho conjunto de professores, gestores, estudantes e equipes técnicas. Ele ressaltou que o engajamento já se reflete em indicadores nacionais, como o Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), que mede qualidade e equidade.
Implementação da legislação
A chefe da Coordenação de Educação do Campo e Diversidade (Cecad), Geneluça Santana, frisou que o selo, criado pelo Decreto nº 458 de 17 de outubro de 2023, fortalece a aplicação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena. Segundo ela, as escolas passaram a trabalhar o tema durante todo o ano letivo, com atividades que envolvem diferentes disciplinas e manifestações culturais.
Com a certificação de 248 novas unidades, o Governo de Sergipe reforça o compromisso de tornar a rede estadual um espaço cada vez mais plural, inclusivo e comprometido com a equidade racial.
Com informações de Governo de Sergipe
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