Sergipe adota teste DNA-HPV na rede pública para ampliar prevenção do câncer do colo do útero

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) deu início, na quinta-feira, 23, à implantação do teste molecular DNA-HPV na rede pública de Sergipe. A nova tecnologia substituirá gradualmente o exame de colpocitologia oncótica (Papanicolau) no rastreamento do câncer do colo do útero.
Como funciona o novo exame
Capaz de identificar 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) – principal causa do câncer cervical –, o teste permite detectar o vírus antes do aparecimento de lesões. O público-alvo são pessoas com útero de 25 a 64 anos que já iniciaram a vida sexual. Quem nunca fez rastreamento será procurado pelas equipes de Atenção Primária à Saúde (APS).
Segundo a diretora da APS da SES, Ana Lira, a antecipação do diagnóstico reduz o intervalo entre a detecção do HPV e o tratamento de lesões pré-cancerígenas, ampliando as chances de cura.
Fluxo após o resultado
• Positivo: a paciente é encaminhada para colposcopia, exame que avalia detalhadamente colo do útero, vagina e vulva.
• Negativo: a repetição do teste será necessária apenas após cinco anos.
Implantação por etapas
Na primeira fase, o DNA-HPV será oferecido em nove municípios: Aracaju, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros, Santa Rosa de Lima, Lagarto, Itaporanga d’Ajuda, Riachuelo, Laranjeiras e Divina Pastora. A expansão aos demais municípios está prevista para junho.
Coleta e análise
As amostras serão coletadas nas Unidades Básicas de Saúde, com apoio do Ministério da Saúde, da Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) e do Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE). O Lacen realizará a análise por PCR em tempo real; amostras positivas para genótipos agressivos seguirão para citologia reflexa em laboratório de referência.
Capacitação das equipes
Enfermeiros e médicos da APS participaram de treinamento promovido pela SES sobre o novo protocolo de coleta. A enfermeira e referência técnica em Saúde da Mulher, Eline Alves, informou que, com os materiais já disponíveis, os municípios iniciarão imediatamente a oferta do exame, inclusive em busca ativa de pessoas que nunca foram rastreadas.
Para o superintendente do Lacen, Cliomar Alves, a atuação do laboratório é estratégica para garantir resultados precisos e contribuir para a redução dos casos de câncer do colo do útero em Sergipe.
Com informações de Governo de Sergipe
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