Fãs madrugam na grade do Forró Caju para viver show dos ídolos de perto

No sábado, 27, horas antes dos primeiros acordes, dezenas de fãs já tomavam a Praça Hilton Lopes para garantir o lugar dos sonhos perto dos seus artistas preferidos.
Quem chegou cedo à Praça Hilton Lopes no sábado, 27, já encontrou um cenário que diz muito sobre a alma do Forró Caju: fãs posicionados na grade, olhos brilhando de antecipação, corações acelerados antes mesmo de o primeiro show começar. É essa entrega apaixonada que faz da festa muito mais do que um evento — é um ponto de encontro entre histórias de vida e as músicas que as embalaram.
Uma dessas histórias vem de longe — literalmente. A alagoana Cléia Santos, de 39 anos, saiu de Arapiraca especialmente para assistir ao show de Wesley Safadão. Fã desde os tempos da banda Garota Safada, ela não perde uma oportunidade quando o cantor se apresenta em Aracaju. “Pela proximidade da minha cidade, venho sempre. Estive no TBT do Safadão, em março, e também vim ao Forró Caju no ano passado”, contou. Mas desta vez a estratégia mudou: chegar cedo e garantir o lugar certo. “No ano passado cheguei mais tarde e não consegui ficar pertinho dele. Agora vim cedo justamente para garantir meu lugar e aproveitar o show da melhor forma”, revelou animada.
A professora Elizabete Leite, de 63 anos, carrega uma fidelidade que já dura mais de três décadas. Admiradora do Mastruz com Leite desde 1992, ela foi uma das primeiras a se posicionar na grade. A paixão nasceu por causa da então vocalista Kátia Cilene, mas resistiu bravamente às mudanças de formação ao longo dos anos. “Sempre tive uma simpatia muito grande por Kátia, mas continuo fã porque o forró deles é muito bom. Já assisti a vários shows, no Forró Caju e em eventos particulares. Onde eles estão, eu estou também”, declarou com o sorriso de quem sabe exatamente o que ama.
Já Luciana Maria, de 40 anos, guarda na memória o momento exato em que se rendeu a Wesley Safadão — e foi aqui mesmo, na Orla da Atalaia. “Eu não conhecia o Safadão. Quando ele começou a cantar ‘Tentativas em Vão’, que é minha música preferida, simplesmente me apaixonei”, relembrou com emoção. Fã há 16 anos, ela vai além das canções para explicar essa devoção duradoura: o carisma, a simpatia e o carinho com o público são parte essencial do que mantém essa chama acesa. Para Luciana, o Forró Caju tem ainda um papel social precioso. “Muita gente só conhece os artistas pela televisão. Aqui temos a oportunidade de vê-los de perto, sentir essa interação e viver esse momento”, afirmou. Foi justamente por meio do fã-clube Divas do Safadão que Luciana conheceu Marcelly Sofia, de 22 anos — uma amizade que nasceu da paixão compartilhada pela música e que o São João de Sergipe ajudou a fortalecer mais uma vez.
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