📅 Terça-feira, 22 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Aracaju amplia projeto com sensores para jovens com diabetes tipo 1

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

A Prefeitura de Aracaju entregou sensores de monitorização contínua da glicose a mais 20 crianças, adolescentes e jovens com diabetes tipo 1. A ação integra o projeto 'Sem Medir a Vida', que atende pacientes de 2 a 22 anos pela rede municipal.

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), contemplou nesta quinta-feira, 30, mais 20 crianças, adolescentes e jovens com diabetes tipo 1 (DM1) no projeto ‘Sem Medir a Vida’. A entrega dos sensores de monitorização contínua da glicose Libre 2 Plus ocorreu no Caju Hub.

O encontro reuniu cerca de 90 pacientes já atendidos pela iniciativa, com atividades de atualização sobre o uso da tecnologia e fortalecimento da linha de cuidado. Paralelamente, profissionais da rede municipal participaram de um ciclo de qualificação voltado ao atendimento multidisciplinar.

O projeto atende crianças, adolescentes e jovens de 2 a 22 anos, residentes em Aracaju, diagnosticados com diabetes tipo 1, usuários de insulina e acompanhados regularmente pela rede municipal de saúde. A iniciativa disponibiliza gratuitamente o sensor Libre 2 Plus, tecnologia que realiza leituras automáticas da glicose em tempo real, emite alertas para episódios de hipoglicemia e hiperglicemia e reduz significativamente a necessidade de medições na ponta dos dedos.

O dispositivo é fornecido mensalmente pelo SUS municipal, proporcionando mais segurança, autonomia e qualidade de vida aos pacientes. A programação também reforçou a qualificação permanente da assistência, com discussões de casos clínicos e atualização das práticas assistenciais para profissionais do ambulatório de endocrinologia.

Pacientes e familiares participaram ainda de atividades educativas sobre alimentação, prática de atividade física, utilização do sensor e manejo do diabetes, fortalecendo o cuidado compartilhado entre equipes de saúde e usuários.

De acordo com a coordenadora da Rede de Atenção Especializada (REAE), Tércia Monteiro, a qualificação contínua dos profissionais é fundamental para potencializar os resultados do projeto. “A tecnologia só alcança todo o seu potencial quando está associada ao acompanhamento multiprofissional e ao envolvimento das famílias. Quanto mais os pacientes utilizam o sensor integrado ao atendimento ambulatorial, maiores são as possibilidades de melhorar sua qualidade de vida, que é o principal objetivo do projeto”, destacou.

A secretária municipal da Saúde, Débora Leite, ressaltou que o fortalecimento da linha de cuidado representa um avanço na assistência oferecida às pessoas com diabetes tipo 1.