📅 Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Agosto Lilás leva prevenção à violência contra a mulher às escolas de Aracaju

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

Ações da Rede Lilás ampliam o diálogo sobre respeito, direitos e prevenção à violência contra a mulher em escolas municipais e particulares de Aracaju durante agosto.

Falar sobre respeito, cuidado e prevenção também é uma forma de combater a violência contra a mulher. Com esse propósito, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher), amplia durante todo o mês de agosto as ações do Agosto Lilás em escolas municipais e particulares que convidaram a Secretaria para participar da programação.

As atividades integram a mobilização da Rede Lilás, atuação da Prefeitura de Aracaju por meio da SerMulher, em parceria com a área da segurança, através da Patrulha Maria da Penha e da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Coevim). A iniciativa busca aproximar crianças e adolescentes das discussões sobre respeito, direitos, prevenção e enfrentamento à violência.

Nesta semana, também marcada pelo Dia do Estudante, as equipes estão presentes nas turmas dos anos finais da EMEFTI Professor José Antônio da Costa Melo. A proposta é levar o debate para o ambiente escolar e reforçar que a prevenção pode começar desde cedo.

Para a diretora da escola, Taniely Farias, a iniciativa cria uma oportunidade importante para orientar os estudantes e estimular reflexões desde os primeiros anos. “É um momento muito importante, com muita orientação, muita informação para os nossos alunos, que desde pequenos necessitam ter esse contato, essa orientação, entender a importância da valorização, da questão do cuidado e a importância do movimento do Agosto Lilás”, destaca.

A ação tem como um de seus principais objetivos discutir a prevenção antes que a violência aconteça. No ambiente escolar, temas como respeito, limites, igualdade, relacionamentos saudáveis e identificação de comportamentos abusivos podem ser trabalhados de forma acessível e adequada a cada faixa etária.

Segundo a técnica da SerMulher Vanessa Correia, levar informações e promover conversas com a comunidade escolar contribui para a formação de uma nova geração mais consciente sobre direitos e responsabilidades. “Quando a gente chega à escola, não estamos apenas levando uma campanha, mas construindo um espaço de diálogo. Falar sobre violência contra a mulher é também falar sobre respeito, cuidado, limites e relações saudáveis. A prevenção começa quando conseguimos identificar comportamentos que não são normais”.