📅 Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Agosto Lilás reúne servidoras em ação de acolhimento no Parque da Sementeira

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

A Prefeitura de Aracaju promoveu, na quinta-feira, 20, um encontro de acolhimento e conscientização para servidoras em alusão ao Agosto Lilás. A atividade ocorreu no Parque da Sementeira.

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), promoveu na quinta-feira, 20, um momento de acolhimento, lazer e integração entre servidoras em alusão ao Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. A ação foi realizada pelo órgão responsável pela criação da primeira Coordenadoria da Mulher, com apoio da Escola de Governo e Administração de Aracaju (Esgap) e da Secretaria de Gestão de Pessoas (Segesp).

Realizado na área verde do Parque da Sementeira, o encontro teve como tema “Quebre o silêncio, não a si mesma” e reuniu servidoras em uma programação voltada à conscientização, ao fortalecimento e à valorização das mulheres. A proposta trabalhou três pilares: consciência para reconhecer, dignidade para se posicionar e coragem para romper.

A iniciativa integra as ações relacionadas ao Agosto Lilás, instituído nacionalmente pela Lei Federal nº 14.448/2022 como mês de proteção à mulher e de conscientização para o fim da violência contra a mulher. Segundo a coordenadora do Núcleo, Tâmara Noronha, a escolha do tema buscou estimular a reflexão e fortalecer as servidoras para reconhecer situações de violência, compreender seus direitos e encontrar caminhos para romper ciclos de silêncio e violência.

“A intenção dessa ação hoje é realmente levar informação. É demonstrar apoio, é mostrar que elas têm uma rede de apoio no município, onde podem procurar ajuda, e que elas saibam que têm voz, que são ouvidas e que serão atendidas com muito cuidado, carinho e respeito”, explicou a coordenadora.

Durante a roda de conversa, a psicanalista Amélia Marinho abordou questões relacionadas à identidade feminina e à autonomia, destacando a necessidade do autoconhecimento e da valorização da mulher. A conversa também tratou de situações que podem ajudar a mulher a identificar diferentes formas de violência presentes nas relações e da importância de estar atenta aos próprios sentimentos e comportamentos.

“Se ela ainda está naquele lugar, se ela ainda está naquele relacionamento, ela precisa ter consciência de que tem um papel ali dentro. E, quando ela se cala, é hora de prestar atenção se tem algum”, afirmou Amélia Marinho.