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Sergipe

Pesquisa aponta queda na prevalência de HPV após vacinação em jovens

Rafael Ramos · · 2 min de leitura

Levantamento brasileiro registra redução de quase 50% na presença dos principais tipos do vírus entre pessoas de 16 a 25 anos

O papilomavírus humano (HPV) é uma das infecções sexualmente transmissíveis de maior ocorrência no mundo, e a vacinação é uma das estratégias mais importantes para preveni-lo.

Realizado pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, o estudo POP-Brasil comparou dois momentos: entre 2016 e 2017, 14,98% dos participantes tinham infecção prévia por pelo menos um dos quatro tipos de HPV incluídos na vacina; entre 2020 e 2023, esse índice caiu para 7,95%, uma redução de quase 50%.

Segundo o infectologista e professor da Unit Matheus Todt, os tipos 16 e 18 do HPV estão entre os que mais contribuem para os casos de câncer do colo do útero. “No Brasil, o Calendário Nacional de Vacinação recomenda uma dose da vacina contra o HPV para meninas e meninos de 9 a 14 anos, buscando garantir a proteção antes do contato com o vírus”, explica.

Vacinação ampliada

A estratégia de imunização ganhou nova possibilidade em 2026, quando o Ministério da Saúde ampliou temporariamente a vacinação para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que não foram imunizados na idade indicada. Esse grupo pode receber a dose nas unidades do SUS até 31 de dezembro.

A meta do Ministério da Saúde é atingir 90% de cobertura vacinal entre o público-alvo. Em 2025, segundo o balanço oficial, foram alcançados índices de 86,22% entre meninas de 9 a 14 anos e de 74,55% entre os meninos da mesma idade.

Todt destaca que a vacina apresenta bom perfil de segurança, com reações geralmente leves e passageiras. “A vacina contra o HPV é uma vacina de vírus inativado e que protege principalmente contra os subtipos 6, 11, 16 e 18. É uma vacina segura e com pouquíssimos efeitos colaterais”, afirma.

Por Laís Marques — com informações da Asscom Unit