Alessandro aponta transição energética como prioridade para Sergipe

Exploração atual tem projeção de vinte anos, segundo o senador
A transição energética é essencial para o futuro de Sergipe, afirmou o senador Delegado Alessandro Vieira (MDB) no debate da FM Sergipe entre candidatos ao Senado.
O senador Delegado Alessandro Vieira (MDB), candidato à reeleição, participou na noite de quarta-feira, 23, do debate da FM Sergipe entre candidatos ao Senado, ao lado de Rodrigo Valadares (PL) e Iran Barbosa (PSOL). Durante o encontro, discutiu petróleo e gás, geração de empregos, educação, meio ambiente e fiscalização dos Poderes, relacionando os temas a iniciativas desenvolvidas ao longo de oito anos de mandato. O candidato também questionou a ausência de outros concorrentes nos debates.
Petróleo, gás e transição energética
O debate abriu com uma discussão sobre petróleo, gás natural e transição energética. “A retomada dos investimentos em petróleo e gás em Sergipe contou com a minha participação direta, trabalhando pelo retorno da Petrobras ao estado e garantindo a viabilidade jurídica e econômica de aportes que superam R$ 60 bilhões”, afirmou. Questionado sobre os impactos econômicos da nova fase, estimou a geração de cerca de 20 mil empregos e defendeu a atração de empresas para ampliar as oportunidades dentro do estado. “A exploração atual tem uma projeção de vinte anos. A transição energética é essencial. Por isso, como parlamentar, também apoio investimentos em energia eólica e solar em Brasília, visando ao futuro do nosso estado”, declarou.
Na discussão sobre educação, o candidato destacou investimentos na expansão do ensino superior e citou recursos já garantidos para os novos campi de Estância e Propriá, além da inclusão de 20 emendas no texto final do Plano Nacional de Educação, articuladas por sua equipe técnica. “A qualificação docente vai além da questão salarial. É urgente tornar a carreira docente atrativa e oferecer formação contínua, para que o professor consiga engajar os estudantes. Se não prepararmos nossos jovens para o mercado de trabalho em constante transformação, estaremos limitando suas perspectivas futuras”, afirmou.
Sobre meio ambiente, o senador defendeu que proteção ambiental e desenvolvimento podem avançar juntos. “Não existe nenhuma incompatibilidade entre regulação e proteção do ambiente e desenvolvimento econômico. A gente está falando de patrimônio de futuras gerações. O meio ambiente é um patrimônio de quem está chegando”, disse. Ele destacou a atuação na modernização da legislação ambiental, a destinação de emendas para recuperação de áreas degradadas e o apoio aos planos de adaptação dos municípios.
A relação entre os Poderes também ganhou espaço no debate. O senador voltou a criticar o que considera excessos cometidos por ministros do Supremo Tribunal Federal, defendeu limites às decisões monocráticas e maior atuação do Senado na fiscalização do Judiciário.
Com informações da assessoria
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