K-Symphony lota Teatro Tobias Barreto com sucessos do K-pop em versão sinfônica

Sob a batuta do maestro Guilherme Mannis, a Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) apresentou, na noite de quarta-feira, 10, o concerto K-Symphony, no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju. A proposta reuniu a sonoridade orquestral a hits do K-pop e trilhas de doramas, atraindo um público majoritariamente jovem e lotando o espaço.
Realizada pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), e com patrocínio do Banese Card, a apresentação transformou o palco em um espetáculo multimídia. Além da orquestra, telões exibiram videoclipes e cenas de séries sul-coreanas ao longo de todo o programa.
Repertório pop em arranjos sinfônicos
No repertório, a plateia ouviu versões orquestradas de sucessos como “Gangnam Style”, de Psy, e “Dynamite”, do BTS, além de “APT.”, parceria de Bruno Mars com ROSÉ. Também entraram músicas da animação K-pop Demon Hunters e trilhas de doramas consagrados, entre eles Goblin e Pousando no Amor.
Um convite à descoberta
Para o diretor artístico e regente titular, Guilherme Mannis, a iniciativa reforça o objetivo de ampliar o acesso à música sinfônica. “Ver tantos jovens no teatro mostra como a Orsse desperta novos olhares para a arte e ajuda a formar plateias”, destacou.
O contrabaixista Jair Maciel, idealizador do projeto, contou que a ideia nasceu após conversar com alunos adolescentes e notar o interesse deles pela cultura coreana. O conceito foi fechado em fevereiro e, segundo o músico, “o público abraçou desde o início”.
A violinista Victoria Carolinne acrescentou que ações como o K-Symphony rompem a imagem de que orquestra se limita ao repertório erudito. “Já fazemos isso no Cine Orquestra; agora mostramos mais uma face da nossa versatilidade”, afirmou.
Reações da plateia
A diversidade do público se refletiu nas cadeiras ocupadas do teatro. A estudante Rebeca de Oliveira, 12 anos, classificou a noite como “incrível” por unir universos que ama. O servidor público Hudson Santos elogiou a capacidade da Orsse de se reinventar ao longo de 40 anos e atrair novos ouvintes.
As amigas Luíza Mel, Sara Jasmyn e Débora Nepomuceno também celebraram a oportunidade de ver temas de doramas e músicas favoritas em formato sinfônico. “Quero outro concerto nesse estilo”, resumiu Débora ao fim da apresentação.
Com o teatro lotado e aplausos entusiasmados, o K-Symphony reforçou a estratégia da Orsse de aproximar a orquestra dos sergipanos por meio de repertórios populares adaptados ao universo sinfônico.
Com informações de Governo de Sergipe






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