Salas de Recursos Multifuncionais fortalecem inclusão de estudantes com deficiência na rede estadual de Sergipe

O Governo de Sergipe mantém 134 Salas de Recursos Multifuncionais em escolas estaduais para garantir atendimento educacional especializado a alunos com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades ou superdotação. Os espaços, coordenados pelo Serviço de Educação Inclusiva (Seinc) da Secretaria de Estado da Educação (Seed), funcionam em todas as Diretorias Regionais de Educação (DRE).
Estrutura e funcionamento
Das 134 unidades, 123 são classificadas como tipo 1 — voltadas a estudantes com deficiências física, auditiva, intelectual e TEA — e 13 como tipo 2, que também recebem alunos com cegueira. Cada sala dispõe de recursos pedagógicos para estímulos diversos e atendimento, na maior parte dos casos, individual. A carga-horária e a frequência são definidas pelo professor responsável, conforme o Plano de Atendimento Individual de cada estudante.
Não há limite legal de alunos por sala; o número varia de acordo com as necessidades de cada turma. Quando o planejamento permite atividades coletivas, a capacidade aumenta. Se a demanda exigir acompanhamento mais direcionado, o grupo é reduzido.
Complemento ao ensino regular
O serviço é oferecido no contraturno escolar. O estudante deve estar matriculado e frequentar as aulas regulares, onde recebe, por exemplo, ensino de Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua — no caso de alunos surdos — e português como segunda língua, ministrados por professores surdos e docentes das salas multifuncionais.
Engajamento de professores e famílias
O trabalho é conduzido por educadores dedicados exclusivamente a esses espaços, que desenvolvem atividades lúdicas voltadas ao desenvolvimento de cada criança. No Centro de Excelência Jornalista Paulo Costa, em Aracaju, a professora Gilda Correia dos Santos, há 21 anos na rede, acompanha os estudantes desde 2016. “Cada aluno tem seu plano e sua demanda”, explica.
Segundo Gilda, a parceria com as famílias é fundamental. Reuniões periódicas e grupos em aplicativos de mensagens mantêm o diálogo aberto, facilitando demandas como a inclusão de alunos em oficinas de música ou outras terapias.
Evolução percebida
O relato de Iza Carla Cardoso, mãe de Lázaro, 11 anos, ilustra os resultados. Diagnosticado com TEA, o menino passou a frequentar a Sala de Recursos Multifuncionais do Centro de Excelência Paulo Costa e, segundo a mãe, já consegue diferenciar manhã e tarde, direita e esquerda, além de compreender o calendário — habilidades que antes apresentavam dificuldades. “Sei que ele está bem-cuidado e aprendendo todos os dias”, afirma.
Com o apoio das salas multifuncionais, Sergipe avança na inclusão e oferece aos estudantes condições de aprendizagem adaptadas às suas necessidades.
Com informações de Governo de Sergipe
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