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Sergipe

Série Cajueiros celebra Dia da Consciência Negra com concerto da Orquestra Sinfônica de Sergipe

Rafael Ramos · · 2 min de leitura

A Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) realizou, na noite de quinta-feira, 20 de novembro, no Teatro Tobias Barreto, mais uma apresentação da Série Cajueiros, desta vez em homenagem ao Dia da Consciência Negra.

O concerto teve regência da maestra convidada Sarah Higino e contou com o trompetista Amarildo Nascimento como solista. O programa incluiu obras de Emilie Mayer, Alexander Arutiunian, Chiquinha Gonzaga, Samuel Coleridge-Taylor, Gilson Santos e a suíte “Retratos Brasileiros”.

A Orsse é mantida pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), com patrocínio do BaneseCard e apoio do Instituto Banese.

Recepção folclórica

Antes do início do repertório sinfônico, o público foi recebido pelo grupo folclórico Parafusos, de Lagarto, reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial de Sergipe. Com mais de cem anos de história, o coletivo reforçou as raízes afro-brasileiras da noite comemorativa.

“Foi um prazer participar deste evento tão importante, evidenciando nossa riqueza artística e cultural”, afirmou a mestra do grupo, Maria Ione Nascimento.

Destaques do concerto

A seleção de peças relembrou a contribuição de compositores negros, como Chiquinha Gonzaga e Samuel Coleridge-Taylor, para a música e para debates sociais em seus tempos.

“É uma grande honra reger este repertório diante de um público que compreendeu nossa proposta”, declarou a maestra Sarah Higino. “Vida longa à Orquestra Sinfônica de Sergipe.”

No solo de trompete, Amarildo Nascimento interpretou o Concerto para Trompete (1950), de Arutiunian. “Estar em Aracaju tocando com a Orsse é um sonho. Aqui estou eu, em 2025, em novembro, apresentando esta obra ao povo sergipano”, disse o músico.

Público enaltece representatividade

A professora Andreza Vieira destacou a escolha de uma mulher negra para conduzir a orquestra na data comemorativa. “É muito significativo ver essa homenagem à população negra”, comentou.

A aposentada Sônia Almeida, entusiasta de música, também elogiou a experiência: “A Orsse sempre alegra meu coração, ainda mais com a recepção do grupo Parafusos que abrilhantou a noite”.

Série Cajueiros

Criada em 2007, a Série Cajueiros apresenta, mensalmente, repertórios variados que vão de sinfonias de diferentes períodos a obras pouco conhecidas, trazendo convidados nacionais e internacionais ao palco do Teatro Tobias Barreto.

Com informações de Governo de Sergipe