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Sergipe

Delegacia Virtual da Mulher de Sergipe facilita pedidos de proteção e já registra quase mil casos

Rafael Ramos · · 2 min de leitura

O Governo de Sergipe reforçou o enfrentamento à violência doméstica com a Delegacia Virtual da Mulher (Devir Mulher), ferramenta criada para permitir que vítimas solicitem medidas protetivas sem precisar ir a uma unidade física. O serviço integra o Projeto Poly, lançado em junho de 2024, e pode ser acessado pelo endereço portalcidadao.ssp.se.gov.br/DelegaciaVirtual.

Atendimento 100% online

A plataforma recebe registros de ocorrência 24 horas por dia, com possibilidade de agendamento de atendimento virtual entre 7h e 0h, todos os dias da semana. Todo o contato é feito por uma equipe exclusivamente feminina, treinada para oferecer escuta qualificada, orientar e encaminhar a vítima.

De acordo com a delegada Clarissa Lobo, responsável pela Devir Mulher e integrante do Núcleo de Modernização e Inovação Tecnológica (Numit), o sistema “facilita o acesso a um direito já previsto em lei”, permitindo que a mulher peça proteção “de forma rápida, prática e segura”.

Coleta de provas em tempo real

Durante o atendimento, é possível anexar fotos, áudios, vídeos e outros documentos que comprovem a violência. A videochamada com a vítima também é gravada e enviada ao Judiciário, acelerando a análise do pedido.

Alcance dentro e fora do estado

A Devir Mulher atende vítimas que se encontram em qualquer parte do país ou no exterior. Já houve registros feitos de estados como São Paulo, Piauí e Espírito Santo, além de notificações vindas da França. Familiares também podem efetuar o registro em nome da vítima.

Números iniciais

Desde a implantação, a plataforma contabiliza quase 1.000 ocorrências. Desse total, 97% dos pedidos de medida protetiva foram deferidos, muitos no mesmo dia da solicitação.

Encaminhamento e rede de apoio

Após a concessão da medida protetiva, o caso é enviado à delegacia da área onde ocorreu o fato para continuidade das investigações. O serviço atua em conjunto com Cras, Cram, Conselho Tutelar, unidades de saúde e o Judiciário para garantir proteção integral.

Casos já atendidos incluem violência psicológica, sexual, patrimonial e situações envolvendo agressores armados. Qualquer pessoa pode registrar a denúncia ou ajudar a vítima, completando todas as etapas pelo site da Delegacia Virtual da Mulher.

Com informações de Governo de Sergipe