📅 Terça-feira, 29 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Doação de órgãos no Huse garante novas vidas em quatro estados

Rafael Ramos · · 2 min de leitura

Uma decisão de última hora transformou o luto de uma família sergipana em esperança para pacientes de várias regiões do país. Após a constatação de morte encefálica de um jovem de 21 anos, vítima de acidente automobilístico em Nossa Senhora da Glória, os parentes autorizaram a doação de órgãos na segunda-feira, 23, no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), em Aracaju.

Órgãos enviados para quatro estados

O procedimento viabilizou a remoção do fígado, dos dois rins, do coração e das córneas. A distribuição, definida pela Central Nacional de Transplantes, ficou assim:

• Fígado: Ceará

• Rim direito: Rio Grande do Sul

• Rim esquerdo e coração: Pernambuco

• Córneas: Sergipe

Protocolo rigoroso antes da captação

A morte encefálica foi confirmada após avaliação clínica detalhada e exames específicos, conforme exigem o protocolo médico e a legislação brasileira. Somente depois desse processo e do acolhimento à família a opção pela doação foi apresentada, seguindo critérios técnicos, éticos e legais.

Trabalho integrado garante agilidade

A operação envolveu equipes do Huse, da Organização de Procura de Órgãos (OPO), da Central Estadual de Transplantes (CET) e profissionais de outros estados. Toda a logística, do cuidado com o potencial doador ao transporte aéreo dos órgãos, exigiu sincronia e rapidez.

A coordenadora da OPO, Darcyana Lisboa, ressaltou a dimensão humana do ato: “Cada processo de doação é conduzido com muito respeito e responsabilidade. Quando a família entende que sua decisão pode salvar outras vidas, esse gesto se torna um legado”. Segundo ela, embora Sergipe realize transplante renal, não havia receptor compatível no estado, motivo pelo qual os rins foram destinados a outros centros.

Importância do “sim” familiar

A Secretaria de Estado da Saúde lembra que a autorização da família é indispensável para qualquer doação. Manifestar em vida o desejo de ser doador pode transformar despedidas dolorosas em novas oportunidades de vida para quem aguarda na fila de transplantes.

Com informações de Agência de Notícias de Sergipe