Agosto Lilás leva debate sobre violência contra a mulher ao Cras Jardim Esperança

A Prefeitura de Aracaju promoveu, na quinta-feira, 13, uma palestra do Agosto Lilás para idosos atendidos pelo SCFV do Cras Jardim Esperança. A ação reforçou informação, acolhimento e acesso à rede de proteção.
No mês de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), promoveu na tarde de quinta-feira, 13, uma palestra com idosos atendidos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Jardim Esperança.
Ministrada pela enfermeira generalista Mônica Oliveira, a atividade abordou as diferentes formas de violência contra a mulher e destacou a importância da informação para identificar situações de violência e buscar apoio na rede de proteção. Segundo a profissional, a violência doméstica não está restrita a uma faixa etária ou a um perfil específico de mulher.
“A violência contra a mulher não está inserida apenas em uma demografia específica, ela atinge todas as mulheres. Sofrer violência doméstica dentro da própria estrutura familiar é algo que acontece historicamente, desde o século passado, não é algo que começou agora”, afirmou.
Mônica Oliveira ressaltou ainda que ampliar a discussão contribui para a identificação de situações de risco no círculo social das mulheres, além de ajudá-las a reconhecer violências que vivenciaram ou ainda vivenciam e, a partir disso, procurar a rede de proteção.
“Hoje em dia, como foi relatado, essa violência não só atinge a mulher diretamente, como também pessoas próximas, que ela ama, como suas filhas e filhos. Então é importante falarmos sobre isso aqui, porque muitas dessas senhoras que participam do grupo da terceira idade já sofreram com isso a vida inteira, passaram por certas violências e, muitas das vezes, não tinham o entendimento do que estavam vivendo. Nunca é tarde para a gente entender o que está passando, a dor que estamos sentindo, e procurar ajuda para nos permitir viver”, explicou a enfermeira.
Para a participante Maria do Socorro dos Santos Silva, conhecida como Dona Socorro, a palestra proporcionou um espaço de escuta e acolhimento, permitindo que ela compartilhasse experiências de sua trajetória. “Se fosse sempre assim, com todas as mulheres, não teríamos tantas mortes quanto temos. Tem gente que trata a vida da mulher como se não valesse nada”, relatou.
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