📅 Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Agrofloresta irrigada impulsiona produção sustentável na Comunidade Quilombola do Pirangi

Rafael Ramos · · 2 min de leitura

A Comunidade Agrícola do Pirangi, território quilombola situado no município de Capela, está adotando um sistema agroflorestal irrigado que alia produção de alimentos, conservação ambiental e geração de renda.

A iniciativa integra o projeto Raízes do Desenvolvimento, gerido pela Coordenadoria de Agroecologia e Produção Orgânica (COOAPO) da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). O programa recebe recursos do Fundo ECOS, administrado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Como funciona o sistema

Entre as principais ações está a instalação da irrigação por microaspersão. O kit inclui tubulações, microaspersores e um reservatório com capacidade para 5 mil litros de água, garantindo suporte hídrico durante os períodos de estiagem.

A agrofloresta combina espécies frutíferas – manga, acerola, banana e pitanga – com árvores nativas, como paineira, sibipiruna e ipês, além de cultivos tradicionais da agricultura familiar, como milho, mandioca e batata-doce. O modelo promove uso equilibrado do solo e amplia a diversidade alimentar da comunidade.

Parcerias e próximos passos

Segundo o engenheiro agrônomo da Emdagro, Lucas Travassos Déda, as mudas frutíferas são produzidas pela própria empresa, enquanto as espécies nativas são fornecidas pela Chesf e pela Codevasf. O plantio das mudas está marcado para 18 de março, em uma área coletiva de um hectare.

Para a presidente da Associação da Comunidade Pirangi, Silvana Santos Barros Gonzaga, o projeto consolida uma parceria iniciada em 1994 com a assistência técnica rural da Emdagro e reforçada pelo Programa Ater Mulher. Ela destaca que a adoção do sistema exigiu construção coletiva e mudança de mentalidade voltada à conservação ambiental.

Agroindústria em planejamento

Como desdobramento do projeto, a comunidade planeja implantar uma agroindústria para produção de doces e bolos, além do beneficiamento de subprodutos da macaxeira, incluindo a venda da raiz embalada a vácuo. A expectativa é ampliar oportunidades de trabalho e criar novas fontes de renda para as famílias locais.

Com a agrofloresta irrigada, a Comunidade do Pirangi pretende fortalecer a produção sustentada ao longo do tempo, preservar a biodiversidade e melhorar as condições de vida no campo.

Com informações de Governo de Sergipe