Água: vereadora Pastora Salete quer respostas sobre abastecimento e qualidade

Parlamentar pede informações claras sobre o serviço prestado à população, a origem da água dos caminhões-pipa e a destinação dos recursos da outorga
A vereadora Pastora Salete quer respostas sobre o abastecimento de água em Sergipe, a qualidade do serviço e a origem da água distribuída por caminhões-pipa.
O tema voltou ao centro das discussões em Sergipe. Em pronunciamento, a vereadora Pastora Salete chamou atenção para o abastecimento enfrentado pela população e pediu informações sobre a atuação da Iguá Saneamento, responsável pela distribuição de água e pelos serviços de esgotamento sanitário em 74 municípios sergipanos.
Diante desse cenário, a vereadora Pastora Salete questionou: “Onde estão as melhorias? Onde está a água chegando regularmente às torneiras?” Segundo o pronunciamento, moradores vêm recorrendo a caminhões-pipa para garantir o abastecimento em diferentes regiões do estado.
Como está dividida a operação
A concessão parcial dos serviços da Deso foi a leilão em setembro de 2024, com oferta de R$ 4,536 bilhões. O contrato tem duração de 35 anos e prevê investimentos de aproximadamente R$ 6,3 bilhões. A Deso permanece responsável pela captação e pelo tratamento da água, enquanto a Iguá atua na distribuição e no esgotamento sanitário.
A parlamentar também citou a Resolução nº 96/2025 da Agrese, que regulamenta os serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário e estabelece regras relacionadas ao abastecimento por fontes móveis. Documentos da própria Agrese confirmam que a resolução integra o regulamento dos serviços em Sergipe.
A parlamentar pediu ainda esclarecimentos sobre os recursos relacionados à concessão. Ela lembrou que o valor de R$ 4,536 bilhões corresponde à outorga oferecida no leilão e não deve ser confundido automaticamente com dinheiro disponível integralmente e de uma só vez no caixa do Estado, ponto que, na avaliação dela, merece explicação pública sobre parcelas, destinação e aplicação.
Para a vereadora, a população deve ter respostas claras sobre a origem da água distribuída pelos caminhões-pipa, os responsáveis pelo abastecimento, os mecanismos de fiscalização e a garantia da qualidade da água.
“O cidadão sergipano não quer saber apenas de números bilionários. Ele quer abrir a torneira e encontrar água.”, afirmou a vereadora. Segundo ela, a cobrança é por transparência, fiscalização e soluções concretas para o abastecimento.

A reportagem mantém o espaço aberto para manifestação da Iguá Saneamento, da Deso, da Agrese e do Governo do Estado.
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