📅 Terça-feira, 22 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Aracaju amplia monitoramento de glicose para crianças com diabetes tipo 1

Rafael Ramos · · 4 min de leitura

A Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), dará um passo importante na melhoria da qualidade de vida de crianças e jovens com diabetes tipo 1. Nesta quinta-feira, 25, 16 novos beneficiários foram contemplados no projeto ‘Sem Medir a Vida’, que visa garantir acesso ao sensor de monitoramento contínuo da glicose, o Libre 2 Plus, para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) municipal.

O evento, realizado no Caju Hub, reuniu famílias e profissionais de saúde que participaram de uma atualização voltada ao aprimoramento da assistência aos pacientes. Durante o encontro, os dispositivos foram entregues juntamente com orientações para pais e responsáveis sobre como utilizar essa tecnologia no dia a dia.

O projeto atende crianças, adolescentes e jovens de 2 a 22 anos, que residem em Aracaju, diagnosticados com diabetes tipo 1 e que utilizam insulina. O sensor Libre 2 Plus é uma inovação que realiza leituras automáticas da glicose em tempo real e envia alertas para o celular dos usuários sempre que os níveis de glicose estiverem muito altos ou baixos, evitando picos e quedas bruscas. Essa ferramenta reduz significativamente a necessidade de medições com seringas e será disponibilizada mensalmente pelo SUS municipal, fazendo parte de uma linha de cuidado contínuo.

A coordenadora da Rede de Atenção Especializada (Reae), Tércia Monteiro, explicou que a nova fase do projeto foi organizada em dois momentos. “Pela manhã, os profissionais do Ambulatório de Endocrinologia participaram de uma atualização sobre as ferramentas de monitoramento contínuo da glicose para qualificar ainda mais o acompanhamento dos pacientes. À tarde, os novos beneficiários e seus responsáveis receberam o dispositivo e foram orientados sobre a utilização do sensor, do aplicativo e da plataforma que subsidiam o acompanhamento clínico”, detalhou.

Os 16 pacientes convocados atenderam a critérios estabelecidos pelo protocolo do projeto, como diagnóstico de diabetes tipo 1, uso de insulina e acompanhamento regular na rede municipal de saúde. “Hoje eles recebem o primeiro kit e iniciam uma nova etapa do cuidado. O grande diferencial do projeto é justamente a continuidade desse acompanhamento”, destacou Tércia.

A secretária municipal da Saúde, Débora Leite, ressaltou que os critérios de inclusão foram definidos para garantir justiça na aplicação dos recursos públicos destinados ao projeto. Ela enfatizou que os sensores são adquiridos por meio de emendas parlamentares municipais, e, portanto, foi necessário estabelecer prioridades técnicas para alcançar o maior impacto possível. “Criamos um plano de trabalho com critérios objetivos, priorizando pacientes de Aracaju, acompanhados regularmente na rede municipal e em uma faixa etária que permita maior impacto ao longo da vida”, afirmou.

O foco na inclusão de crianças e jovens visa reduzir o risco de complicações futuras, como insuficiência renal e problemas visuais. A secretária reforçou que o sucesso do tratamento depende do comprometimento das famílias. “O sensor não é um dispositivo mágico. Ele é uma ferramenta de apoio ao tratamento, que depende da adesão à dieta, ao uso correto da medicação e ao acompanhamento multiprofissional”, enfatizou Débora Leite.

Entre as famílias contempladas, a expectativa é de mais tranquilidade e autonomia na convivência com o diabetes tipo 1. Sandra Eugênio, mãe da jovem Sayonara Eugênio, de 18 anos, expressou alívio ao ver reduzidas as perfurações diárias nos dedos. “O novo recurso contribuirá para uma melhor evolução do tratamento. Agora, ela poderá descansar os dedos e estamos na expectativa de acompanhar uma evolução ainda melhor”, comentou.

Sayonara, diagnosticada com diabetes há quatro anos, acredita que a tecnologia representa um avanço significativo em seu tratamento. “O sensor facilitará o controle da glicemia e deixará minha rotina mais tranquila. Não senti incômodo ao colocar o dispositivo no meu braço, e agora é seguir com o tratamento e ver como me adapto no dia a dia”, contou.

Fonte: Prefeitura de Aracaju