📅 Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Aracaju capacita 243 profissionais para acolher população LGBTQIAPN+

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

A Prefeitura de Aracaju capacitou 243 profissionais da rede municipal de saúde para qualificar o acolhimento à população LGBTQIAPN+. A formação começou pelas equipes de recepção das unidades de saúde.

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), vem ampliando as ações de qualificação dos profissionais da rede municipal para fortalecer o acolhimento e o atendimento à população LGBTQIAPN+. Como parte da estratégia, a capacitação ‘Caminhos do Cuidado para a População LGBTQIAPN+’ já alcançou 243 profissionais da Atenção Primária e da Atenção Especializada.

A formação começou pelas equipes de recepção das unidades de saúde, consideradas a porta de entrada dos usuários. Entre os temas abordados estão diversidade sexual e de gênero, uso do nome social e humanização do atendimento. A proposta é preparar os profissionais para acolher os usuários de forma respeitosa e qualificada, reduzindo situações de constrangimento e fortalecendo o vínculo entre a população e os serviços de saúde.

Para a assessora técnica da Saúde da População LGBTQIAPN+, Marília Cavalcanti, a escolha dos trabalhadores da recepção como primeiro público da capacitação está relacionada à importância do contato inicial com o usuário. “A gente acredita que a recepção é o primeiro passo. Quando o usuário chega, ele precisa ser bem acolhido para que dê o segundo passo e procure o atendimento médico ou de enfermagem. Fizemos um letramento para que as recepções entendam o que é lésbica, gay, uma pessoa trans e respeitem o nome social, inclusive para que ele apareça na tela de chamada para consulta”, explicou.

Segundo Marília, a capacitação também buscou dar mais segurança aos trabalhadores diante de situações que podem surgir durante o atendimento. A formação tratou de conceitos relacionados à orientação sexual e à identidade de gênero, além de discutir formas adequadas de comunicação com os usuários.

“O tema foi a humanização da população LGBTQIAPN+ e também trabalhamos o letramento, entendendo o que cada letra significa e como devemos abordar o paciente. Muitas vezes, o profissional fica com vergonha de perguntar como a pessoa quer ser tratada. Então, desmistificamos isso e eles estão mais seguros para atender toda a população”, destacou.