Banese fecha 2º trimestre de 2025 com lucro de R$ 23,1 milhões e ativos de R$ 13,5 bilhões

O Banco do Estado de Sergipe (Banese) encerrou o segundo trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 23,1 milhões, aumento de 6% em relação aos três primeiros meses do ano. Os números foram divulgados na noite de terça-feira, 30.
Expansão do patrimônio
Em junho, os ativos totais somaram R$ 13,5 bilhões, crescimento de 9,2% no trimestre e de 33,4% frente ao mesmo período de 2024. A margem financeira alcançou R$ 176,8 milhões, avanço de 9,1% sobre o trimestre anterior e de 9,6% na comparação anual. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 11,3%, enquanto a margem líquida encerrou em 4,4%.
Captação e aplicações
O volume de recursos captados atingiu R$ 12,3 bilhões, alta de 9,8% ante o primeiro trimestre e de 35,8% em 12 meses. O resultado foi impulsionado sobretudo por depósitos a prazo (CDB), aportes extraordinários de governos estadual e municipais, além de aumento de 172% nos depósitos interfinanceiros (CDI).
As aplicações financeiras totalizaram R$ 7,7 bilhões, com expansão de 14,6% no trimestre e de 55,7% em um ano. Já os ativos de crédito chegaram a R$ 4,9 bilhões, avanço de 5,1% no período e de 14,2% em 12 meses.
Receita e patrimônio líquido
O faturamento do banco somou R$ 1,0 bilhão no primeiro semestre, 29,6% acima do observado em 2024. Somente entre abril e junho, a receita foi de R$ 528,5 milhões, alta trimestral de 4,9%. O patrimônio líquido fechou em R$ 838,4 milhões, variação positiva de 0,8% no trimestre e de 17,3% em 12 meses, refletindo incorporação de lucros e aportes dos acionistas, em especial do Governo de Sergipe.
Carteira de crédito
A carteira total aproximou-se de R$ 5,0 bilhões. Deste montante, R$ 3,4 bilhões correspondem à carteira comercial, que avançou 12,4% em 12 meses e 2% em três meses. Para pessoas físicas, o saldo superou R$ 3,0 bilhões (+2,4% no trimestre e +12,5% em um ano), impulsionado por produtos sazonais como credi-junino e antecipação do 13º salário. Já a carteira para empresas teve ligeiro recuo de 0,4% no trimestre, mas cresceu 11,5% em bases anuais.
A carteira de desenvolvimento (imobiliário, financiamentos e rural) respondeu por 25,4% do total, alcançando R$ 1,3 bilhão, incremento de 16,2% no trimestre e de 25,2% em 12 meses. No segmento imobiliário, o avanço foi de 8,6% no trimestre e de 28,2% em um ano; no rural, de 27,2% e 19%, respectivamente, puxado pelo custeio da cultura do milho e investimentos pecuários.
Negócios do grupo
A Mulvi, empresa de meios de pagamento do grupo, movimentou R$ 1,23 bilhão entre abril e junho, alta anual de 9,9%. O Banese Card respondeu por R$ 931,7 milhões, crescimento de 3,9% na mesma base. A combinação de Banese Card, Social e Benefícios somou R$ 982,7 milhões (+7,7%), enquanto transações com outras bandeiras avançaram 19,5%.
A MulviPay, maquininha do banco, registrou aumento de 24,4% no volume processado em um ano. Já a Banese Corretora de Seguros emitiu R$ 43,7 milhões em prêmios líquidos, 5% acima do trimestre anterior, impulsionada pela alta de 62% nas vendas de consórcios.
Segundo o presidente do Banese, Marco Antônio Queiroz, os resultados refletem o bom momento da economia sergipana e reforçam a capacidade do banco de apoiar famílias e empresas no estado.
Com informações de Governo de Sergipe
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