Barracão da Clemilda: um espaço de forró pé de serra no Forró Caju 2026

No coração da movimentação do Forró Caju 2026, um espaço especial se destaca, atraindo aqueles que desejam vivenciar a verdadeira essência dos festejos juninos. O Barracão da Clemilda é um refúgio para aqueles que amam o autêntico forró pé de serra, reunindo casais de todas as idades e preservando uma das mais queridas tradições culturais do Nordeste.
Com o som envolvente da sanfona, do triângulo e da zabumba, o Barracão se transforma em um verdadeiro salão de dança a céu aberto. Casais experientes dançam lado a lado com novos admiradores do forró, demonstrando que essa dança continua a unir gerações e fortalecer laços através da música, da convivência e das memórias afetivas.
Mais do que um simples local para dançar, o Barracão da Clemilda se tornou um ponto de encontro vibrante para moradores e visitantes. Aqui, todos compartilham histórias, recordações e um forte sentimento de pertencimento à rica cultura nordestina. A cada canção tocada, o público revive tradições que ajudam a preservar um patrimônio cultural que é passado de geração para geração.
“Eu gosto do São João, para mim é maravilhoso. E estar aqui dançando é melhor ainda. Não tem coisa melhor. A gente já está com uma certa idade, mas enquanto Deus der saúde, a gente continua chegando e aproveitando. Para mim isso aqui é só alegria”, comentou Jair Pereira, de 70 anos, que frequenta o espaço sempre que pode.
Alda Maria Bastos, também de 70 anos e natural de Neópolis, revela que o Barracão já se tornou uma parada obrigatória durante o período junino. Ela associa o forró às lembranças da infância e às tradições do interior sergipano. “Todo ano eu venho. Acho aqui muito divertido, calmo e tranquilo. Eu amo o pé de serra. Sou do interior e sempre vivi ouvindo esse tipo de forró. Hoje existem vários estilos, mas o tradicional continua sendo o meu preferido. É uma música leve e que combina com a gente”, destacou.
O ambiente acolhedor é um dos principais atrativos para Vagner Carvalho Feitosa, de 37 anos, que retorna todos os anos ao Barracão ao lado da companheira, Gilvanuzia Souza, de 53 anos. “Gosto mais daqui porque o pé de serra é melhor para dançar agarradinho. É um ambiente mais aconchegante e tranquilo para aproveitar o forró”, disse Vagner.
“Eu gosto muito do forró daqui. É muito bom, adoro. Sempre que posso, venho para aproveitar e dançar”, contou Gilvanuzia, compartilhando a mesma paixão pelo tradicional ritmo nordestino.
Jane Silva, de 52 anos, e seu marido Carlos Gonçalves, de 44 anos, também têm uma conexão especial com o Barracão da Clemilda. “Nós viemos por causa das bandas de forró pé de serra, que são as que mais gostamos. Frequentamos esse espaço há muitos anos e temos uma ligação muito especial com esse estilo musical”, relatou Jane.
Entre uma música e outra, os casais ocupam a pista, revivendo lembranças, fortalecendo relacionamentos e celebrando uma tradição que atravessa gerações. No Barracão da Clemilda, o forró pé de serra é muito mais do que um gênero musical; é um encontro de cultura, memória afetiva e convivência. O Forró Caju, realizado pela Prefeitura de Aracaju através da Secretaria Municipal da Cultura (Secult), continua a valorizar as diversas expressões da cultura popular. No Barracão da Clemilda, a sanfona ainda dita o compasso de uma tradição que mantém viva a essência dos festejos juninos sergipanos.
Fonte: Prefeitura de Aracaju
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