📅 Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Escola Municipal José Carlos Teixeira: um legado de educação e identidade no Mosqueiro

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

No coração do bairro Mosqueiro, a Escola Municipal de Ensino Fundamental José Carlos Teixeira se destaca como um verdadeiro marco de história e identidade cultural. Desde sua fundação na década de 1940, essa instituição tem sido um pilar de educação, formando gerações de crianças e se tornando um símbolo de pertencimento para a comunidade.

A escola foi idealizada por duas mulheres visionárias, as professoras Josefa Lopes de Oliveira, carinhosamente chamada de “Minha Mestra”, e Eulina Brito, conhecida como “Dona Ninha”. Elas iniciaram as aulas na casa de Dona Josefa, no Loteamento Galego, onde a educação começou a florescer em meio a desafios e limitações. Naquela época, a instituição era conhecida como Escola Municipal Frei Pascásio e estava sob a administração da Prefeitura de São Cristóvão.

Ao longo das décadas, a história da Escola José Carlos Teixeira se entrelaçou com as vidas de muitas famílias da região, como lembrou Maxsuel Oliveira, bisneto de Dona Josefa. Hoje, ele atua como assistente técnico na escola e destaca a importância de sua herança familiar: “Eu costumo dizer que existe uma linhagem histórica na nossa família. Minha bisavó fundou a escola, minha avó estudou aqui, e eu também fui aluno. Hoje, trabalho na escola e sinto orgulho de fazer parte de um lugar que carrega a história da minha família e de tantas outras do Mosqueiro”.

A relação entre a escola e a comunidade é profundamente afetiva. Ao longo dos anos, a instituição acolheu diversas gerações da mesma família, acompanhando o crescimento do bairro, que abriga um dos principais cartões-postais de Sergipe: a Orla Pôr do Sol. Maxsuel ressalta a conexão entre a escola e o território: “A escola tem vista para a orla e faz parte da identidade do povo do Mosqueiro. A comunidade nasceu da pesca, às margens do rio Vaza-Barris, que até hoje garante o sustento de muitas famílias”.

O percurso da escola, que começou em uma pequena residência, agora se reflete em um prédio moderno com 215 alunos matriculados, várias salas de aula e estruturas que proporcionam um ambiente educativo enriquecedor. Maxsuel enfatiza a importância do trabalho realizado por Dona Josefa e Dona Ninha: “Elas alfabetizaram crianças do Mosqueiro e de localidades vizinhas, em uma época em que havia escassez de escolas na Zona de Expansão. Era extraordinário que duas mulheres fundassem e mantivessem uma escola naquela época”.

Com a compra do terreno pela Prefeitura de Aracaju na década de 1990, a escola foi ampliada e sua história foi preservada, mantendo viva a memória de suas fundadoras. Hoje, sob a direção de Marcelo Souza, a Escola José Carlos Teixeira continua a honrar o legado de Josefa Lopes e Eulina Brito, oferecendo uma educação inclusiva e comprometida com o desenvolvimento dos alunos da comunidade.

Para Maxsuel, ser parte da equipe da escola vai além do trabalho: “É dar continuidade a uma história iniciada por minha bisavó. Voltar aqui como servidor e cuidar das crianças é uma forma de retribuir tudo o que recebi. Isso é extremamente gratificante”.

Fonte: Prefeitura de Aracaju