📅 Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
História

Fausto Cardoso: o mártir que deu nome à principal praça de Aracaju

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

Fausto de Aguiar Cardoso nasceu em Divina Pastora, em 22 de dezembro de 1864, e morreu em Aracaju, em 28 de agosto de 1906. Advogado, poeta, filósofo e político, sua vida foi encerrada de forma trágica — mas seu legado atravessou décadas e seu nome foi eternizado no coração da capital sergipana.

Retrato de Fausto Cardoso
Retrato de Fausto Cardoso

Formação e vida intelectual

Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, Fausto Cardoso mergulhou no efervescente mundo intelectual do final do século XIX. Escreveu para jornais em Recife e integrou o Movimento de Renovação do Pensamento Nacional, que questionava os paradigmas políticos e filosóficos da época.

Adepto do movimento republicano, foi eleito deputado federal em duas legislaturas e fundou o Partido Progressista em Sergipe — tornando-se uma das vozes mais influentes da política sergipana na virada do século.

A Tragédia de Sergipe

Em 28 de agosto de 1906, Fausto Cardoso foi assassinado no Palácio do Governo, em Aracaju, durante o episódio que ficou conhecido na história como “A Tragédia de Sergipe”. Suas últimas palavras tornaram-se símbolo de resistência e coragem: “Vou morrer defendendo a honra da minha terra.”

Palácio do Governo de Aracaju, início do século XX
Palácio do Governo de Aracaju — cenário da tragédia de 1906

O monumento e a praça que levam seu nome

O espaço público onde Fausto foi executado já foi chamado de Praça do Imperador, Praça do Palácio, Praça da República e Praça Tiradentes. Em 1912, como forma de homenagear o mártir, foi batizada com o nome que carrega até hoje: Praça Fausto Cardoso.

O monumento erguido em sua memória traz gravada a frase que eternizou sua coragem. Fausto Cardoso é ainda patrono da Assembleia Legislativa de Sergipe — reconhecimento realizado em 1916 pelo então presidente Oliveira Valadão.

Monumento a Fausto Cardoso na Praça Fausto Cardoso, Aracaju
Monumento a Fausto Cardoso na praça que leva seu nome, em Aracaju

A vingança dos filhos

A história da família Cardoso não terminou ali. Anos depois, os filhos de Fausto vingaram a morte do pai, assassinando no Rio de Janeiro o Monsenhor Olímpio Campos — evento que se tornou o segundo capítulo do episódio conhecido como “A Tragédia de Sergipe”, marcando para sempre a história política do estado.

Esta matéria faz parte da série Personalidades Sergipanas do I Love Sergipe, resgatando a história dos homens e mulheres que ajudaram a construir o nosso estado.