📅 Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Festival Museu é Rua: Celebração da Cultura Sergipana Encerrará Semana dos Museus

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

No último sábado, dia 23 de maio de 2026, o Museu da Gente Sergipana foi palco de um evento vibrante e significativo: o Festival Museu é Rua. Este festival marcou o encerramento da 24ª Semana Nacional de Museus, celebrando a rica identidade sergipana e promovendo a união entre as pessoas através da arte e da cultura.

A programação começou às 10h, com a Confecção do Eco Mural ‘Museu é Rua’, sob a coordenação do talentoso arquiteto e artista visual Eddye Matheus Ramos. Este mural não apenas embelezou o espaço, mas também simbolizou a importância da preservação e valorização da nossa cultura local.

Às 14h, o festival apresentou o lançamento do documentário EMPREAFRO, idealizado por Tatiane Costa (Negra Luz). Este trabalho emocionante foca no afroempreendedorismo como um motor de transformação social e econômica em Sergipe, trazendo à luz as vivências de comunidades quilombolas e territórios tradicionais, promovendo inclusão, diversidade e sustentabilidade.

A Feira do Mangaio, que começou às 15h, foi outra atração imperdível. Esta feira é um verdadeiro tributo à economia criativa, destacando produtos criados por mulheres pretas empreendedoras, principalmente do Centro-Sul de Sergipe. Os visitantes tiveram a oportunidade de se deliciar com a gastronomia e o artesanato local, imergindo na riqueza cultural da região.

Na mesma hora, o projeto Teatro no Museu apresentou o espetáculo ‘Para Onde Voam os Pássaros?’, da Cia. A Tua Lona, com direção de Euler Lopes. A peça retrata a história de dois irmãos que, entre tradições ancestrais e escolhas difíceis, buscam entender suas raízes culturais. Esta narrativa emocionante explora temas de escolhas, conflitos e descobertas, conectando o público com as tradições sergipanas.

Às 16h30, o Slam da Norte trouxe uma apresentação poética poderosa, destacando a força da poesia falada e o protagonismo da juventude preta e periférica da Zona Norte de Aracaju. Este momento foi um verdadeiro encontro entre a escrita crítica e a performance urbana, reafirmando a arte como um veículo de inclusão e transformação social.

Às 17h, a Quadrilha Junina Xodó da Vila encantou o público com o tema ‘Museu da Gente Sergipana – um mergulho na alma do povo sergipano’. A apresentação transformou as memórias e o acervo do museu em uma celebração de afeto, ritmo e movimento, reconectando os espectadores com a rica história que molda o sentimento de sergipanidade.

O festival foi encerrado com um show musical emocionante às 18h, onde a cantora Jaque Barroso apresentou o espetáculo ‘Correnteza’. Esta performance celebrou a ancestralidade e a fusão de estilos musicais, unindo o afrofuturismo e as batidas eletrônicas contemporâneas com ritmos tradicionais quilombolas do Nordeste. A presença do Grupo de Samba de Coco do Crasto e do cantor Pardal tornou o evento ainda mais especial, promovendo um encontro de gerações que exalta o orgulho negro e a cultura popular sergipana.

O Festival Museu é Rua foi, sem dúvida, uma celebração da diversidade cultural e das tradições sergipanas, deixando um legado de inspiração e união para todos os presentes.