📅 Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Getúlio Vargas revisita sua história em novo ciclo de transformação

Talita Anne · · 3 min de leitura

Neste sábado, 22, o bairro Getúlio Vargas recebe a 11ª edição do programa Tamo Junto. A ação da Prefeitura de Aracaju também convida a revisitar a trajetória de uma das áreas mais tradicionais da capital.

Neste sábado, 22, o bairro Getúlio Vargas será o destino da 11ª edição do programa Tamo Junto, iniciativa da Prefeitura de Aracaju que aproxima os serviços públicos da população e fortalece o diálogo com as comunidades. A ação também representa uma oportunidade para revisitar a história de uma das regiões mais tradicionais da capital, cuja formação está diretamente ligada ao processo de expansão de Aracaju para além do núcleo inicialmente planejado.

Ao longo de mais de um século, o bairro passou por diferentes transformações e hoje reúne referências culturais, patrimônio histórico, atividade comercial e áreas residenciais, enquanto vivencia um novo ciclo de investimentos em infraestrutura e educação.

Poucos lugares ajudam a compreender tão bem a expansão de Aracaju quanto o atual Getúlio Vargas. Seus primeiros núcleos de povoamento surgiram no final do século XIX e início do século XX, em uma região ocupada por retirantes da seca, pessoas escravizadas alforriadas e outros segmentos populares que passaram a ocupar os espaços no entorno do núcleo central da cidade.

Da ocupação popular ao bairro Getúlio Vargas

De acordo com o professor Douglas Leoni, mestre em Ensino de História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e, atualmente, doutorando em Educação pela Universidade de la Empresa (UDE, Uruguai), a própria formação planejada de Aracaju ajuda a explicar a ocupação da região.

“Aracaju surge de maneira projetada por volta de 1855, com o famoso quadrado de Pirro. Esse centro era ocupado por nobres, por barões do açúcar, nobres da igreja, a oligarquia e a elite da época. E para a população restava ocupar os entornos”, explica.

Foi nesse processo de expansão que começaram a se formar os primeiros núcleos de povoamento na área que hoje corresponde ao Getúlio Vargas e aos bairros vizinhos. A implantação da linha férrea, nas primeiras décadas do século XX, também contribuiu para dinamizar a região, com a circulação de passageiros, a instalação de oficinas para manutenção dos trens e o surgimento de estabelecimentos comerciais e armazéns.

Antes de receber o nome atual, a localidade também passou por diferentes denominações. Uma das primeiras foi Morro do Cruzeiro. Segundo Douglas, existem duas versões para a origem do nome. Uma delas relaciona a denominação à existência de um antigo cemitério na região.