📅 Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Grupo Bom Viver visita Memorial de Sergipe e celebra cultura popular

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

Cerca de 30 integrantes do Grupo Bom Viver, do Cras Madre Tereza de Calcutá, conheceram o acervo do Memorial de Sergipe e participaram de uma oficina sobre os Bonecos Parafuso, tradição de Lagarto.

Uma tarde de descobertas, convivência e valorização da cultura sergipana marcou a visita de cerca de 30 integrantes do Grupo Bom Viver ao Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa, no bairro Coroa do Meio, Zona Sul de Aracaju. O grupo é vinculado ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Madre Tereza de Calcutá.

A atividade foi promovida pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), na tarde desta sexta-feira, 21, com a participação da equipe técnica da unidade. Durante a visita guiada, os participantes conheceram parte do acervo de mais de 30 mil peças dedicadas à preservação e à narrativa da história de Sergipe.

Documentos, fósseis, fotografias históricas e coleções particulares de artistas e personalidades integraram o percurso, aproximando os integrantes do grupo de diferentes períodos e manifestações da história e da cultura sergipana. Realizado pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), o Memorial de Sergipe reúne um amplo acervo voltado à preservação da memória histórico-cultural do estado.

Além da visita, o Grupo Bom Viver participou de uma oficina prática de artes. Coletivamente, os idosos confeccionaram Bonecos Parafuso, manifestação tradicional do município de Lagarto, no interior de Sergipe. Os personagens são reconhecidos pelas vestimentas brancas sobrepostas, que criam volume e movimento durante a dança marcada por giros e movimentos expressivos.

Aos 83 anos, Maria Anunciada da Conceição, que já conhecia o espaço, aproveitou a visita para apresentar alguns de seus cantos preferidos às amigas. Para ela, além do contato com a história, momentos como esse ajudam a manter a mente ativa e a fortalecer a convivência. “Está sendo uma tarde maravilhosa e especial porque posso me encontrar com minhas amigas aqui no Memorial. Ainda melhor com a oficina de artes. Para nós que somos da terceira idade, é bom para ficarmos mais espertas”, comentou.

Para Crezilda Ribeiro, de 70 anos, a atividade teve significado especial por representar sua primeira visita ao local. Curiosa com o que encontrou, ela já planeja retornar ao Memorial para conhecer outros detalhes da história de Sergipe.