IV Corrida de Doação de Órgãos mobiliza 500 participantes na Orla de Atalaia

Aracaju – A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reuniu cerca de 500 corredores na manhã de sábado, 25, na Cinelândia, Orla de Atalaia, para a IV Corrida de Doação de Órgãos e Tecidos. A iniciativa, organizada pela Central Estadual de Transplante (CET/SE), Organização de Procura de Órgãos (OPO/SE) e Banco de Olhos de Sergipe (Bose), teve como objetivo ampliar a conscientização da população sobre a importância do “sim” à doação.
Além da prova, os participantes receberam materiais informativos e ouviram depoimentos de pacientes transplantados, criando um espaço de esclarecimento e troca de experiências.
Retomada dos transplantes em Sergipe
O secretário de Estado da Saúde, Cláudio Mitidieri, destacou que, após 13 anos, Sergipe voltou a realizar transplantes renais e se prepara, pela primeira vez, para procedimentos hepáticos. “Cada ‘sim’ faz diferença e salva vidas”, afirmou.
À frente da Central de Transplantes, Benito Fernandez informou que o Hospital Cirurgia já cadastra pacientes para transplante de rim e, em breve, iniciará o registro para fígado. “Queremos garantir atendimento de qualidade aos sergipanos no próprio estado, com equipes treinadas e hospitais preparados”, ressaltou.
Histórias que inspiram
Entre os participantes, a transplantada renal Adriana Costa celebrou oito anos e dois meses de uma nova vida. “Ver tanta gente unida pela causa anima o coração e pode mudar destinos”, disse.
O professor Ben Ayres também completou o percurso e elogiou a junção de esporte e solidariedade. “A prova deixa um legado que reforça a importância da doação”, pontuou.
Como funciona a doação
Para efetivar a doação, o possível doador deve expressar em vida esse desejo à família, que dará a autorização final. O protocolo começa com a identificação de pacientes neurocríticos em Glasgow 03. Após dois exames clínicos e um exame de imagem que confirmem a morte encefálica, a família é consultada.
A coordenadora da OPO/SE, Darcyana Costa, agradeceu o apoio da SES e reforçou a necessidade do envolvimento social. “Quando a sociedade participa ativamente, avançamos na conscientização”, concluiu.
Com informações de Governo de Sergipe
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