📅 Terça-feira, 22 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Prefeitura de Aracaju promove cinema sobre cidadania para assistidos da Casa Acolher

Rafael Ramos · · 4 min de leitura

A Prefeitura de Aracaju segue sua missão de promover ações que fortalecem o acolhimento, a cidadania e o acesso à cultura, especialmente para a população atendida pela rede socioassistencial. Nesta semana, um evento especial ocorreu, onde pessoas assistidas pela Casa de Passagem Acolher participaram de uma sessão de cinema seguida de uma enriquecedora roda de conversa, dentro da programação da 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos.

A iniciativa utiliza a arte como uma poderosa ferramenta para estimular reflexões sobre direitos humanos, convivência social e a reconstrução de trajetórias de vida. Durante o evento, foi exibido o documentário “Ainda Moramos Aqui”, que revela a realidade de famílias afetadas por um desastre socioambiental causado pela atividade de uma mineradora no Nordeste brasileiro. A produção aborda as consequências da perda das moradias, dos laços comunitários e da memória coletiva, despertando entre os participantes reflexões profundas sobre o direito à moradia digna, à justiça e à reparação social.

Após a exibição, os assistidos participaram de uma roda de conversa, compartilhando suas percepções sobre o filme. Anderson Santos expressou sua indignação ao afirmar:

“Eu achei falta de respeito para com o próximo”

. Luiz Souza também sublinhou a importância da responsabilização pelos danos causados, dizendo:

“Achei falta de respeito ao ser humano. E que a Justiça venha entrar em processo para não acontecer o que essa mineradora fez na nossa região”

. Para Andréa Luz, o documentário provocou indignação diante dos impactos apresentados:

“Eu fiquei chocada com o que vi, inclusive em relação à própria Justiça estar ligada com essa destruição. É de uma monstruosidade sem tamanho”

.

A estagiária de Psicologia da Casa de Passagem Acolher, Ludmilla Apolônio, destacou que a produção também evidencia os prejuízos ambientais e econômicos provocados pela exploração mineral. Ela comentou:

“Em relação ao documentário, eu achei bem impactante. A gente tem uma diversidade de mata e, infelizmente, essas empresas estão acabando com nossas florestas, com nosso bioma. Isso é uma tristeza. Outra coisa também é a parte econômica daquela região, que está praticamente acabada. A mineradora realmente destruiu a economia daquele local”

.

A roda de conversa foi conduzida pelo psicólogo Reginaldo Júnior, que aproveitou o momento para reforçar a importância do acolhimento e da construção de novos projetos de vida para as pessoas em situação de vulnerabilidade. Ele afirmou:

“Muitas coisas acontecem que interferem na história de vida das pessoas, na construção de projetos pessoais, e elas precisam de algum apoio. É nesse momento que entramos, mostrando que elas não estão sozinhas e que é possível reconstruir essa história”

.

Segundo ele, o debate também reforçou o papel da coletividade na transformação social:

“A força do coletivo é capaz de promover mudanças. Quando as pessoas se unem, elas conseguem transformar realidades”

.

Responsável por articular a realização da mostra em Aracaju, o educador social Cristiano Correia destacou que a iniciativa priorizou o público atendido pelos serviços socioassistenciais do município:

“A proposta foi contemplar o público prioritário da assistência social, especialmente as pessoas acolhidas nos serviços de acolhimento institucional, oferecendo um espaço de reflexão, diálogo e fortalecimento da cidadania”

.

A 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos é realizada em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e integra as ações desenvolvidas pela Prefeitura de Aracaju para ampliar o acesso à cultura, promover o debate sobre direitos humanos e fortalecer os vínculos sociais por meio da arte.

Fonte: Prefeitura de Aracaju