📅 Terça-feira, 29 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Produção de quiabo cresce 22% e vira destaque nos perímetros irrigados de Sergipe

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

Aracaju – Entre 2023 e 2025, os cinco perímetros irrigados mantidos pelo Governo de Sergipe colheram quase 28 mil toneladas de quiabo em 1.569 hectares, gerando mais de R$ 51 milhões aos produtores. O levantamento da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), coloca o vegetal como a segunda principal cultura desses projetos, atrás apenas da batata-doce.

Desempenho recorde em 2025

No último ano do triênio, a produção atingiu 10.940 toneladas, distribuidas em 559 hectares, com faturamento de R$ 17,6 milhões – resultado 22% superior ao de 2024. O ganho reforça a importância da irrigação contínua para regularidade e qualidade do cultivo.

Perímetro Califórnia lidera volume

Responsável pela maior parte do quiabo sergipano, o Perímetro Irrigado Califórnia, em Canindé de São Francisco, somou 22,3 mil toneladas entre 2023 e 2025, sendo 9 mil apenas em 2025. A safra abastece principalmente Salvador (BA), além de mercados de Alagoas e de municípios sergipanos.

Resultados no Perímetro Piauí

Em Lagarto, o Perímetro Irrigado Piauí colheu 538 toneladas no triênio, ultrapassando 178 toneladas em 2025. Segundo o gerente Gildo Almeida, o fornecimento regular de água mantém a qualidade mesmo no verão e em períodos de estiagem. O excedente das lavouras segue para programas de compras institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab, e para feiras locais.

O perímetro atende agricultores de sete povoados e possibilita diversificação com pecuária leiteira, gado de engorda e culturas como batata-doce, macaxeira e milho. “Sem a água fornecida pela Coderse, não teríamos como produzir”, reforça Almeida.

Renda familiar garantida

Para o produtor Nielson de Oliveira, do mesmo perímetro, o quiabo é a principal fonte de renda. A planta começa a produzir de 60 a 70 dias após o plantio e permite colheitas por até oito meses. “A irrigação reduz custos com adubação e aumenta a margem de lucro”, afirma. Parte da colheita é destinada ao PAA; o restante segue para o comércio e feiras do município.

Outros polos produtores

Além dos perímetros Califórnia e Piauí, a Coderse também cultiva quiabo nos projetos Jacarecica I (Itabaiana), Jacarecica II (Areia Branca, Malhador e Riachuelo) e Poção da Ribeira (divisa entre Areia Branca e Itabaiana). Assim, cinco dos seis perímetros administrados pela companhia mantêm o vegetal como cultura regular.

Com a expansão da produção e a segurança hídrica garantida, o quiabo consolida-se como uma das cadeias produtivas mais importantes da agricultura irrigada de Sergipe.

Com informações de Governo de Sergipe