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Sergipe

Sergipe amplia ações integradas para coibir violência doméstica contra mulheres

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) de Sergipe intensificou as medidas de prevenção, repressão qualificada e proteção às vítimas de violência doméstica e familiar. O trabalho é conduzido por delegacias especializadas, integração entre as forças policiais e articulação com a rede de apoio social.

Delegacias especializadas concentram atendimentos

Segundo a delegada Lorena Rocha, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher e demais Grupos Vulneráveis (DAGV) de Nossa Senhora do Socorro, a violência contra a mulher representa hoje uma das maiores demandas da Polícia Civil. A maioria dos procedimentos em andamento envolve crimes praticados nesse contexto, o que levou ao reforço de efetivo e à criação de unidades específicas.

O Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) centraliza o acolhimento e a investigação de crimes contra mulheres, idosos, crianças, adolescentes e pessoas LGBTQIA+. Além da capital, existem unidades do DAGV em Estância, Itabaiana, Lagarto e Nossa Senhora do Socorro, ampliando o acesso da população a atendimento especializado.

Medidas protetivas mostram eficácia

Entre os principais instrumentos de proteção está a medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha. De acordo com a delegada, mais de 90% das mulheres que procuram a delegacia solicitam o dispositivo, e a maioria deixa de sofrer novas agressões após a concessão judicial. O descumprimento da medida resulta na prisão do agressor, respondendo por grande parte das detenções efetuadas pelas delegacias da mulher.

Sinais de alerta e rede de apoio

Lorena Rocha explica que a violência costuma evoluir gradualmente, começando por ciúmes excessivos, controle financeiro, restrição do ir e vir e vigilância sobre o celular. Esses comportamentos são considerados “bandeiras vermelhas” que devem ser observados por vítimas, familiares e amigos.

Após o registro do boletim de ocorrência, a Polícia Civil encaminha as mulheres a serviços como o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), que oferecem apoio psicológico, social e orientação para romper o ciclo de violência.

Importância da denúncia

A SSP reforça que, nos casos de feminicídio ocorridos no estado, a maioria das vítimas não havia feito denúncia prévia nem solicitado medidas protetivas, o que evidencia a necessidade de registrar ocorrências e buscar ajuda imediatamente.

Ações preventivas

Além da repressão, a Segurança Pública promove campanhas educativas, como a participação no Agosto Lilás, para conscientizar adolescentes e combater a cultura machista.

Canais de denúncia

190 – Polícia Militar (emergências, 24h)

181 – Disque-Denúncia da Polícia Civil (anônimo)

180 – Central Nacional de Atendimento à Mulher

Delegacia Virtual – Registro de boletim de ocorrência e solicitação de medida protetiva

Com informações de Governo de Sergipe