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Sergipe

Sergipe encerra 2025 com o oitavo menor nível de endividamento do país, aponta Tesouro Nacional

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

Sergipe terminou 2025 com a oitava menor relação entre Dívida Consolidada Líquida (DCL) e Receita Corrente Líquida (RCL) entre todas as unidades da federação. Dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) indicam que o indicador ficou em 7,04%, o menor patamar em dez anos e muito distante do limite de 200% estabelecido pelo Senado Federal.

Números em queda constante

O levantamento, registrado no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), mostra que a DCL sergipana somou R$ 1,15 bilhão no último quadrimestre de 2025. O montante representa redução de 67,5% em relação a 2022, quando o estoque da dívida atingia R$ 3,54 bilhões e a relação DCL/RCL era de 31,38%.

Desde então, os níveis vêm caindo: em 2023, a DCL recuou para R$ 2,88 bilhões (22,9% da RCL); em 2024, chegou a R$ 1,76 bilhão (11,56%); até atingir os atuais 7,04% em 2025.

Posição no cenário nacional

Com o resultado, Sergipe apresenta o terceiro menor índice de endividamento do Nordeste, superando apenas Espírito Santo, Mato Grosso, Rondônia, Paraná, Amapá, Paraíba e Maranhão no ranking nacional. A média brasileira para o indicador é de 40%.

Gestão fiscal reconhecida

A secretária de Estado da Fazenda, Sarah Tarsila, avalia que os números refletem o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal. Segundo ela, o equilíbrio das contas “permite honrar despesas, financiar políticas públicas, manter salários em dia e viabilizar novos investimentos”, além de facilitar a contratação de crédito em instituições nacionais e internacionais.

Em 2025, Sergipe recebeu pela segunda vez nota A na avaliação de Capacidade de Pagamento (Capag) da STN — condição que reduz custos e amplia acesso a financiamentos com garantia da União. No Ranking de Competitividade dos Estados 2025, do Centro de Liderança Pública (CLP), o estado aparece com a quarta melhor gestão fiscal do país, sete posições acima do ano anterior.

Medidas adotadas

Entre as ações que contribuíram para o desempenho está a aprovação, em dezembro de 2023, da Lei Complementar 397, que instituiu o Marco Fiscal Estadual. A norma obriga o equilíbrio entre receitas e despesas, estabelece controle sobre estatais e impõe requisitos para concessão de benefícios a servidores.

Outra iniciativa foi a operação de crédito firmada com o Banco Mundial em fevereiro de 2024. O recurso quitou dívidas mais caras contratadas junto ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Regional de Brasília (BRB), resultando em economia estimada de R$ 100 milhões no primeiro ano.

Selo de confiança internacional

A agência de classificação de risco Fitch atribuiu a Sergipe, em abril de 2024, a nota AAA — a mais alta para estados e municípios — reforçando a percepção de solidez fiscal e ampliando a atratividade para investidores.

Com a combinação de redução da dívida, manutenção da Capag A e reconhecimento de órgãos nacionais e internacionais, Sergipe consolida-se entre os entes federativos com melhor situação financeira do país.

Com informações de Governo de Sergipe