Sergipe lança Missão de Arranque do projeto Sertão Vivo com apoio do FIDA, BNDES e GCF

A Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) recebe, de 25 a 27 de fevereiro, representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do Fundo Verde do Clima (GCF) para a Missão de Arranque do projeto Sertão Vivo. Sergipe é o terceiro estado do Nordeste a iniciar as ações da iniciativa, voltada à população rural do semiárido.
Financiamento e alcance
Com aporte de R$ 150 milhões, o Sertão Vivo atenderá 38 mil famílias em 30 municípios sergipanos até 2030. A execução é da Seagri, com coexecução da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (Pronese), da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse).
Prioridades da missão
Durante os três dias, serão debatidos temas como governança, contratação e capacitação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), gestão financeira e administrativa, monitoramento, avaliação e uso dos sistemas do FIDA e do BNDES.
Declarações
Na abertura, o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, ressaltou que a boa situação fiscal permitiu a Sergipe, ao lado do Ceará, captar os primeiros empréstimos para o Sertão Vivo. Ele lembrou que, somado ao Projeto Adutora do Leite e a outras ações, o investimento no setor agrícola se aproxima de R$ 1 bilhão.
O diretor do FIDA no Brasil e líder da missão, Arnoud Hameleers, destacou a importância do encontro para ajustar os detalhes iniciais do projeto e citou as lições aprendidas nos projetos Dom Távora e Dom Helder como referências.
Representando o BNDES, Celina Rangel Tura afirmou que o Sertão Vivo pode se tornar modelo na superação de desafios econômicos, sociais e ambientais, gerando conhecimento e inovação para o Nordeste.
Objetivos do Sertão Vivo
A iniciativa pretende transformar os sistemas produtivos de agricultores familiares do semiárido nordestino, elevando a produção e a renda, fortalecendo a segurança alimentar e estimulando a permanência dos jovens no campo. Entre as ações previstas estão a implantação de sistemas resilientes às mudanças climáticas e a construção de reservatórios de água — como cisternas-calçadão, barreiros e trincheiras — em consonância com o Planejamento Estratégico do Estado, que prioriza redução da pobreza rural, acesso à água, inclusão socioeconômica e sustentabilidade ambiental.
Com informações de Governo de Sergipe
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