Sergipe reforça vigilância sanitária após ser declarado zona livre de febre aftosa sem vacinação

Reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como zona livre de febre aftosa sem vacinação desde abril de 2024, Sergipe intensificou as ações de monitoramento para proteger o rebanho e preservar o novo status sanitário.
Fiscalização mais rigorosa
Com a suspensão da vacina, a responsabilidade de produtores, médicos-veterinários, técnicos e órgãos de defesa aumentou. A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) ampliou barreiras sanitárias para o trânsito de animais, reforçou a inspeção em feiras, leilões e demais eventos pecuários e mantém vigilância clínica permanente nos rebanhos.
GTA e cadastro de propriedades
Os controles documentais também ganharam força. A emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) passou a ser checada com ainda mais rigor para garantir que apenas animais saudáveis circulem no estado, explica a diretora de Defesa Animal e Vegetal, Aparecida Andrade. Segundo a gestora, a rastreabilidade depende de cadastros atualizados — tarefa priorizada pela Portaria nº 20/2024/EMDAGRO, que fixa o período de 1º de abril a 31 de maio para a campanha anual de atualização.
Nesse intervalo, a Emdagro realiza atendimentos em unidades locais, ações itinerantes e parcerias com prefeituras e entidades rurais, a fim de alcançar o maior número possível de pecuaristas e manter as informações sobre os rebanhos em dia.
Fórum anual discute desafios
Na semana passada, produtores rurais, estudantes, profissionais de campo e representantes de diversas instituições participaram do Fórum Anual de Vigilância para a Febre Aftosa, promovido pela Emdagro. O encontro tratou dos desafios após a retirada da vacina e alinhou estratégias para preservar o status conquistado.
O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Urias Fagner Santos Nascimento, destacou que a vigilância ativa e a pronta notificação de suspeitas são cruciais para impedir a reintrodução da doença. Já o estudante de Medicina Veterinária da UFS, Lucas Faria de Holanda, avaliou que o evento aproxima a formação acadêmica da realidade do campo, sobretudo em temas de defesa sanitária.
Ao final do encontro, participantes reforçaram que a combinação de vigilância permanente, integração institucional e engajamento dos produtores sustenta a maturidade sanitária alcançada por Sergipe, considerada essencial para manter o rebanho protegido e competitivo.
Com informações de Governo de Sergipe
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