📅 Terça-feira, 29 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Sergipe realiza segundo transplante renal com doador falecido no Hospital de Cirurgia

Rafael Ramos · · 2 min de leitura

A rede estadual de saúde foi mobilizada neste domingo de Carnaval, 15, para a realização do segundo transplante de rim da Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC), em Aracaju. Um dos órgãos foi implantado no próprio hospital e o outro seguiu para um paciente em Porto Alegre (RS) por meio do Sistema Nacional de Transplantes.

A doação partiu da família de uma paciente que teve morte encefálica após um Acidente Vascular Encefálico (AVE). Segundo a chefe do serviço de transplante renal do Hospital de Cirurgia, Simone Oliveira, o novo procedimento confirma o amadurecimento da equipe. “Realizar o transplante aqui assegura maior equidade no acesso ao tratamento para o paciente renal crônico em diálise, fortalecendo a rede estadual e garantindo cuidado mais próximo da sua realidade”, destacou.

Como funciona a seleção dos receptores

Os candidatos ao transplante passam inicialmente por avaliação no ambulatório de pré-transplante da unidade. Após aprovados, são inseridos na lista única de espera. A convocação ocorre conforme a oferta de órgãos e os critérios de compatibilidade definidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.

Importância da retomada dos procedimentos

O coordenador da Central de Transplantes de Sergipe, Benito Fernandez, reforçou que a volta dos transplantes no estado amplia o acesso de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao tratamento sem a necessidade de deslocamentos longos. “A doação de órgãos é o maior ato de benevolência humana, pois, em um momento de extrema dor, optamos pela solidariedade ao lembrar de quem aguarda na fila”, afirmou.

Protocolo de doação

A autorização familiar é indispensável para a doação de órgãos, mesmo que o desejo tenha sido manifestado em vida. O processo começa com a identificação de pacientes em estado neurocrítico pela Organização de Procura de Órgãos (OPO). Após a confirmação da morte encefálica, os órgãos são disponibilizados a receptores compatíveis pela Central Estadual de Transplantes, seguindo as normas do Sistema Nacional de Transplantes e a supervisão do Ministério Público.

Com o segundo transplante realizado, Sergipe reforça a capacidade de atendimento local e reduz a necessidade de envio de pacientes para outros estados.

Com informações de Governo de Sergipe