Sergipe debate reciclagem sustentável de plataformas offshore em workshop promovido pela Sefaz e UFF

Aracaju – A Secretaria de Estado da Fazenda de Sergipe (Sefaz) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) realizam nesta terça-feira, 3, às 8h, no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Aracaju (CDL), o workshop “Mapeamento da Capacidade Tecnológica para a Reciclagem Sustentável de Ativos Offshore no Estado de Sergipe”.
O encontro pretende identificar e discutir a estrutura existente no estado para a reciclagem de equipamentos da cadeia de óleo e gás instalados em águas profundas e ultraprofundas. A agenda inclui painéis e mesas-redondas com especialistas, pesquisadores, representantes da indústria, órgãos públicos e instituições de pesquisa.
Temas em pauta
Entre os assuntos programados estão descomissionamento de plataformas, reciclagem de estruturas, gestão de resíduos, limpeza de instalações, cadeia de serviços, logística marítimo-portuária, economia circular e desenvolvimento sustentável.
Oportunidade estratégica para o estado
Segundo a Sefaz, a reciclagem de ativos offshore pode impulsionar inovação, sustentabilidade e geração de empregos qualificados, além de apoiar a transição energética, a descarbonização da indústria siderúrgica e aumentar a arrecadação estadual. O evento conta com patrocínio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) e do Banese.
Investimentos previstos
Estudo da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que, até 2029, deverão ser aplicados R$ 8,64 bilhões no descomissionamento de 287 poços de petróleo em Sergipe – o segundo maior volume entre todas as bacias do país. A retirada de plataformas fixas e flutuantes abre espaço para a formação de uma cadeia local de descomissionamento e reciclagem, gerando ganhos econômicos, industriais e ambientais.
Levantamento da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) estima que o mercado global de descomissionamento e reciclagem de ativos movimentará cerca de US$ 100 bilhões nos próximos anos, com a desativação de quase seis mil plataformas. O Brasil responde por 9% desse montante, com 164 plataformas, das quais 53 têm mais de 25 anos e 35 entre 15 e 24 anos. Entre as 77 unidades flutuantes, 13 devem deixar suas locações até 2028, oferecendo oportunidades de reaproveitamento de grandes volumes de aço dentro de um modelo de economia circular.
Com informações de Governo de Sergipe
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