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Sergipe

Servidores da UERJ em greve apresentam demandas ao governo do RJ

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

Na última terça-feira, 02 de junho de 2026, professores e técnicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) se reuniram com o secretário de Planejamento do Estado, Rafael Ventura, para apresentar suas principais demandas. A greve da categoria já dura mais de dois meses, com os servidores buscando melhorias nas condições de trabalho e remuneração.

Entre as reivindicações, os docentes destacaram a necessidade do retorno dos auxílios Saúde e Educação, que também devem ser estendidos aos aposentados. Além disso, solicitaram o envio do novo plano de carreira dos técnicos para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e o pagamento do triênio, um direito que, segundo a categoria, não depende de aprovação legislativa e poderia ser autorizado pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto.

“Muitas das nossas demandas podem ser atendidas sem a necessidade de novas leis”, afirmaram os representantes da categoria durante a reunião.

O secretário Rafael Ventura, por sua vez, reconheceu a importância das pautas apresentadas, mas mencionou que a situação financeira do estado é delicada, com restrições orçamentárias que dificultam a implementação imediata das solicitações. Ele também alertou que o prazo para a aprovação de novos projetos de lei se encerra em 30 de junho, devido ao calendário eleitoral que se aproxima.

Entre as demandas dos servidores, destaca-se o pedido para que o pagamento do triênio seja feito aos funcionários que já têm esse direito, até que um projeto de lei seja aprovado na Alerj. Ventura se comprometeu a analisar a viabilidade financeira dessa solicitação.

Os universitários, por sua vez, também aproveitaram a oportunidade para apresentar suas reivindicações, que incluem a recomposição orçamentária das instituições de ensino, visando garantir o pagamento dos programas de assistência estudantil até o final de 2026. O valor necessário para atender a essa demanda gira em torno de R$ 40 milhões.

Outros pedidos incluem o reajuste do auxílio-transporte e a implantação do passe livre intermodal e interestadual, que são fundamentais para a mobilidade dos estudantes.

A paralisação dos professores teve início em 25 de março, enquanto os técnicos administrativos iniciaram sua greve em 9 de abril, evidenciando a união da comunidade acadêmica em busca de melhorias e reconhecimento.