Videomonitoramento em todas as escolas reduz 92% dos arrombamentos na rede estadual de Sergipe

A Divisão de Segurança Escolar, criada em 2019 pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), alcançou redução superior a 92% nos casos de furtos e danos ao patrimônio da rede pública de ensino de Sergipe. O resultado é atribuído ao sistema de videomonitoramento que hoje cobre 100% das 318 unidades estaduais.
Investimentos crescentes
O projeto piloto recebeu cerca de R$ 250 mil em 2019. Entre 2023 e 2025, o aporte ultrapassou R$ 1 milhão, envolvendo contratação de pessoal, aquisição de câmeras e compra de viaturas.
Antes e depois das câmeras
Segundo o coordenador de Segurança Escolar da Seed, José Ferreira de Souza Júnior, entre 2013 e 2017 havia média semanal de dois a três arrombamentos, com prejuízos de R$ 100 mil a R$ 200 mil para o Estado. “Os invasores agiam nos períodos em que os vigilantes não estavam. O videomonitoramento mudou esse cenário”, afirmou.
Plantão 24 h e botão de pânico
O monitoramento é feito por empresa terceirizada com espelhamento na central da Divisão. Cada escola possui gravador NVR para armazenar imagens e botão de pânico, acionado pelo diretor por meio de dispositivo físico ou aplicativo. Quando o alerta é disparado, equipes da Divisão ou a polícia são comunicadas imediatamente.
Estrutura operacional
A Divisão conta com 40 vigilantes próprios. Em todo o Estado, são mil vigilantes efetivos e 900 terceirizados sob sua supervisão. Todos passam por capacitação nas Escolas de Administração Pública e Gestão Governamental.
Relatos das unidades
No Centro de Excelência Prof.ª Maria Ivanda de Carvalho Nascimento, no bairro 18 do Forte, a diretora Adriana Hora Santos relata ausência de furtos ou vandalismo desde a instalação do sistema. O aluno Ricardo Henrique Santos considera as câmeras essenciais para a tranquilidade dos pais.
O Centro de Excelência Atheneu Sergipense opera com 100 câmeras ligadas 24 horas. A diretora Liliane Teixeira Pina Araújo diz que os equipamentos ajudam a recuperar objetos perdidos e evitam ocorrências. O estudante Arthur Honorato Sacramento afirma sentir-se seguro com a vigilância.
Já o Centro de Excelência Dom Luciano, no Centro de Aracaju, possui 15 câmeras em pontos estratégicos. A gestora Daniela Santana aponta apenas pequenos incidentes resolvidos rapidamente. A aluna Alice Estrazulas, 17, vê a vigilância como “um alívio”.
Modelo reconhecido
Em todo o país, poucos estados monitoram todas as escolas. Sergipe utiliza gravação em NVR – tecnologia superior ao DVR – e oferece botão de pânico, recurso inexistente em unidades de referência como as de Goiás. O sistema sergipano foi destaque no Fórum Nacional de Segurança Escolar há quatro anos e já inspira outros entes, como a Prefeitura de Aracaju. Atualmente, 347 unidades, entre escolas e órgãos da Educação, são acompanhadas pela central.
Com informações de Governo de Sergipe
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