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Sergipe

Banese fecha 1º trimestre de 2026 com lucro de R$ 30,6 milhões, alta de 40,4% em 12 meses

Rafael Ramos · · 4 min de leitura

O Banco do Estado de Sergipe (Banese) registrou lucro líquido de R$ 30,6 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), resultado 40,4% superior ao alcançado no mesmo período de 2025. Os números foram divulgados na sexta-feira, 15.

Resultados financeiros

As receitas totais somaram R$ 558,5 milhões, crescimento de 10,9% em 12 meses. A margem financeira atingiu R$ 199,2 milhões, 22,9% acima do 1T25. O patrimônio líquido encerrou março em R$ 971,1 milhões, elevação de 6,7% frente ao quarto trimestre de 2025 (4T25) e de 16,7% no comparativo anual, impulsionado pela incorporação de lucros e pelo aumento de capital social integralizado em março.

Ativos e captação

Os ativos totais alcançaram R$ 13,1 bilhões, alta de 2,7% sobre o 4T25 e de 5,8% em 12 meses. Os recursos captados chegaram a R$ 11,8 bilhões, avanço de 2,6% ante o trimestre anterior e de 5,2% frente ao 1T25, puxados por depósitos à vista, interfinanceiros, a prazo, poupança e obrigações por repasses. Entre janeiro e março, destacaram-se os repasses do BNB/FNE/DECRI; em um ano, também contribuíram FUNGETUR, FNE e FGTS.

Carteira de crédito

A carteira total somou aproximadamente R$ 5,3 bilhões, aumento de 11,2% em 12 meses. Desse montante, R$ 3,6 bilhões referem-se à carteira comercial, que avançou 2,2% sobre o 4T25 e 6,7% ante o 1T25. O segmento de Pessoas Físicas respondeu por R$ 3,1 bilhões, crescendo R$ 55 milhões no trimestre e R$ 122,6 milhões no ano, impulsionado pelas linhas Credi-Rápido e Consignado via Correspondentes. Para Pessoas Jurídicas, o volume foi de R$ 483 milhões, com altas de R$ 20,9 milhões no trimestre e de R$ 99,4 milhões em 12 meses.

O crédito Desenvolvimento, que inclui rural, financiamento e imobiliário, totalizou R$ 1,4 bilhão (26,9% da carteira). Em 12 meses, a expansão foi de 30,4%, com destaque para o imobiliário, que cresceu R$ 38,3 milhões no trimestre e R$ 187,6 milhões no ano, tanto para pessoas físicas quanto para financiamentos habitacionais de empresas.

Base de clientes e canais digitais

O conglomerado Banese (Banese e Mulvi) atingiu 1.049.641 clientes ao fim de março, reflexo da estratégia de inclusão financeira digital e da capilaridade regional. A Mulvi, empresa de meios de pagamento controlada pelo banco, contabilizou 476.240 usuários do cartão Banese Card. As transações via Internet e Mobile Banking avançaram 7,7% em volume e 14,0% em valor em 12 meses.

ESG e desenvolvimento interno

O modelo de negócios do Banese incorpora critérios ambientais, sociais, climáticos e de governança. A instituição gerencia resíduos, reduz uso de papel, amplia usinas fotovoltaicas em sua rede e, conforme o tipo de operação de crédito, exige relatório de Risco Social, Ambiental e Climático dos clientes. Em parceria com o Governo de Sergipe, apoia programas como Mão Amiga e Mais Inclusão (CMais).

Na formação de pessoal, a Universidade Corporativa Banese contabilizou 1.607 cursos concluídos no trimestre, capacitando 471 empregados. No período, 14 novos colaboradores foram contratados e mais um ciclo de gestão de desempenho foi concluído.

Desempenho das controladas

O Volume Transacionado Total (TPV) da Mulvi chegou a R$ 1,2 bilhão no 1T26. Na comparação anual, o crédito via Pix cresceu 645,7%; Banese Benefícios, 125,3%; e o recebimento de cartões de outras bandeiras nas maquininhas Mulvi Pay, 19%.

A Banese Corretora de Seguros elevou as receitas totais em 16,5% e os prêmios emitidos em 7,2% frente ao 1T25, impulsionada pelo aumento de 106% nas cotas de consórcio e de 70,3% em previdência.

Impacto social

O Instituto Banese beneficiou 9.445 pessoas ligadas a projetos de 14 entidades apoiadas no trimestre. A Orquestra Jovem de Sergipe manteve atendimento a 280 crianças, enquanto o Museu da Gente Sergipana Governador Marcelo Déda recebeu 32.356 visitantes entre janeiro e março.

Rating reafirmado

Em 12 de maio de 2026, a Fitch Ratings reafirmou o rating do Banese em AA+(bra) com perspectiva estável para longo prazo e F1+(bra) para curto prazo. Segundo a agência, a nota reflete a expectativa de apoio do acionista majoritário, o Estado de Sergipe, e a importância estratégica do banco como principal agente financeiro do governo estadual.

Com informações de Governo de Sergipe