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Sergipe

Festival de Artes de São Cristóvão injeta R$ 5 milhões por dia na economia local e amplia geração de renda

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

São Cristóvão (SE) – O 40º Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) chegou ao terceiro dia movimentando cerca de R$ 5 milhões diários na cidade histórica, segundo estimativa da organização. O impacto financeiro é resultado direto das apresentações artísticas, do comércio ambulante e do aumento na procura por hospedagem, alimentação e transporte.

113 artistas e 124 ambulantes

Somente neste domingo (3° dia), 113 artistas ocuparam os palcos montados nas praças São Francisco, Matriz, Bandeira e Carmo. Paralelamente, 124 vendedores ambulantes comercializam alimentos, bebidas, artesanato e outros produtos em pontos estratégicos do Centro Histórico.

Comércio reforçado meses antes

A preparação começou bem antes da abertura do festival. No Educafé, cantina escolar adaptada para o evento, a gerente Walleria Macario informou que a equipe subiu de três para 15 pessoas. “Investimos forte em contratação e compra de insumos produzidos na própria comunidade”, destacou.

Depoimentos dos trabalhadores

A vendedora de churros Silvania Alves, estreante no Fasc, aprovou a experiência: “A festa está linda e bem organizada. Quem vende aproveita o retorno financeiro e os vários atrativos”.

Na Sala dos Saberes e Fazeres, a artesã Dona Fátima, 73 anos, relatou aumento expressivo na procura por tererês, colares e peças em palha indígena. “Se a festa é boa, melhora para quem trabalha com arte”, afirmou.

Responsável por uma tradicional loja de bricelets, Vera Maria Gomes comparou o faturamento ao “13º salário”: “Nesses quatro dias, tiramos nosso sustento anual”.

Hospedagem em alta

Proprietário de imóveis para aluguel, Alisson Rocha observou procura recorde por casas e quartos. “O festival dinamiza a economia e ajuda os moradores em geral. Esta edição está histórica”, avaliou.

Cadeia produtiva ampliada

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Josenito Oliveira, o Fasc gera empregos temporários e movimenta setores além das fronteiras do município, como hotelaria para artistas e serviços de transporte. “A economia criativa multiplica emprego e renda”, resumiu.

Trajetória e realização

Criado na década de 1970, o Festival de Artes de São Cristóvão consolidou-se como um dos maiores encontros culturais do Nordeste. Após hiato em 2005, retornou em 2017 e hoje integra música, teatro, dança, literatura, artes visuais e cinema em palcos espalhados pelo Centro Histórico e bairros da cidade.

O evento é apresentado pelo Ministério da Cultura e realizado pela Prefeitura de São Cristóvão (Fumpac e Escoa), Governo de Sergipe (Funcap) e Governo Federal, com patrocínio de Celi, Banco do Nordeste, Iguá Sergipe, Ecoparque Sergipe e Caixa, além de apoios de empresas locais.

Com informações de Governo de Sergipe