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Sergipe

Multidão lota o Centro Histórico de São Cristóvão na segunda noite do FASC 2025

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

São Cristóvão (SE) – A sexta-feira, 21, levou uma verdadeira maratona musical ao 40º Festival de Artes de São Cristóvão (FASC). Com ingressos gratuitos e palcos distribuídos pelo Centro Histórico, o evento reuniu nomes como Pabllo Vittar, Marcelo D2, Urias, Maglore e artistas sergipanos, mantendo as ruas da cidade em plena lotação.

Programação começou no forró e avançou pelo indie rock

No palco João Bebe Água, na Praça São Francisco, a Orquestra Sanfônica de Sergipe abriu a noite ao lado de Lari Lima, Erivaldo de Carira, Jeanny Lins e Chiko Queiroga, revisitando clássicos do forró e da MPB. Paralelamente, o palco Frei Santa Cecília, montado no Largo do Carmo, recebeu a banda Maglore com seu indie rock envolvente. “É uma oportunidade incrível tocar gratuitamente em Sergipe. O público daqui é sempre muito participativo”, destacou o vocalista Teago Oliveira.

Pabllo Vittar faz show de despedida da turnê

Em seguida, a drag queen e multiartista Pabllo Vittar transformou a Praça São Francisco em pista de dança. No último show de sua turnê, apresentou hits como “Zap Zum”, “Sua Cara” e “São Amores”, combinando coreografias e interação constante com os fãs. “A cultura é para todos. Quando ocupa um espaço público, democratiza ainda mais”, ressaltou a cantora.

Rap e samba na madrugada

À meia-noite, o rap entrou em cena com Marcelo D2. O artista misturou rimas, samba e mensagens de resistência. “A música serve para dançar, emocionar e lutar. Depois de tantos ataques à cultura, é ótimo ver esse festival cheio”, disse o rapper.

Urias encerra, Chico Chico emociona

A programação do palco Frei Santa Cecília se estendeu com Chico Chico, que apresentou composições autorais, e terminou com Urias, levando ao público a turnê “Carranca”, marcada por referências religiosas e reflexões sobre identidade.

Representatividade sergipana

O cenário local ganhou destaque com o projeto Lau e Eu, do aracajuano Lauckson Melo, e a banda de reggae Reação. “O FASC é revolucionário: tudo de graça, seguro e com transporte garantido”, celebrou Lau.

Público celebra diversidade

Frequentadores exaltaram o caráter inclusivo do festival. Para o designer de interiores Erick Leão, o evento “abraça a comunidade e combate todo tipo de preconceito”. A estudante Andreza Borges, moradora da cidade, reforçou: “Movimenta São Cristóvão inteira. Estou muito feliz”.

Estrutura da 40ª edição

Com o tema “Na cultura a gente se encontra”, a edição 2025 conta com 11 espaços multiculturais. Além da música, o FASC oferece teatro, dança, literatura, artes visuais e cinema, valorizando a história da quarta cidade mais antiga do Brasil.

Realização e apoio

O festival é apresentado pelo Ministério da Cultura e realizado pela Prefeitura de São Cristóvão (Fumpac e ESCOA), Governo de Sergipe (Funcap) e Governo Federal. Patrocinam o evento a CELI, Banco do Nordeste, Iguá Sergipe, Ecoparque Sergipe e Caixa, com apoio de SE Sistema Engenharia, Colortex Tintas, Unir Locações e Serviços e Vitória Transportes.

Próximo destaque

A programação deste sábado, 22, traz Héloa com participação da cirandeira Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco, às 20h.

Com informações de Governo de Sergipe