Governo de Sergipe reforça ações para valorizar mestres da cultura popular e manter folclore vivo

O Governo de Sergipe intensificou, ao longo de 2024, uma série de iniciativas voltadas à preservação e à difusão do folclore local, tradição celebrada nacionalmente em 22 de agosto. De acordo com a historiadora e folclorista Aglaé Fontes, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE), o folclore é “a alma do povo”, transmitida de geração em geração por meio da fala, dos costumes e dos festejos.
Reconhecimento aos guardiões da tradição
Entre as principais frentes está o Programa de Registro de Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana, conhecido como Lei dos Mestres. Dois editais já selecionaram dez personalidades que mantêm saberes populares, entre elas Beto Pezão, Tia Madá e Mãe Marizete. Os contemplados recebem apoio financeiro mensal e reconhecimento oficial para continuar repassando seus conhecimentos.
Investimento recorde nas quadrilhas juninas
Outro destaque é o reforço às quadrilhas juninas, tradição presente em todo o estado. Somente em 2024, o governo estadual aplicou mais de R$ 2 milhões por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). Nos concursos Arranca Unha e Gonzagão, 24 quadrilhas receberam apoio superior a R$ 250 mil, além de R$ 200 mil distribuídos em premiações.
Depoimentos de quem faz a cultura
Aos 82 anos, Dona Zefinha, mestra da Batucada Buscapé, de Estância, comemora a visibilidade conquistada. “Fico muito feliz porque adoro o que faço. Agora consigo gratificar os meninos e manter instrumentos em bom estado”, relata.
O ceramista Beto Pezão, beneficiado pela Lei dos Mestres, afirma que o ofício está ligado à própria existência. “Sobrevivo da arte e retrato a nossa raiz: o vaqueiro, o lenhador, o trabalhador da roça”, diz, destacando a motivação trazida pelo reconhecimento público.

Imagem: Internet
Políticas públicas e educação
Para o presidente da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), Gustavo Paixão, valorizar o folclore é “preservar o patrimônio imaterial que une e fortalece a sociedade”. Já Aglaé Fontes defende que as escolas trabalhem o tema durante todo o ano, apresentando a origem e o significado das manifestações populares além das fantasias e ensaios.
As medidas, segundo o governo, ampliam palcos e vilas culturais para grupos folclóricos, aproximando moradores e turistas da riqueza dos folguedos sergipanos e garantindo condições para que mestres e brincantes mantenham viva a identidade do estado.
Com informações de Governo de Sergipe
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