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Sergipe

Plano de desativação de 26 plataformas deve injetar R$ 16 bilhões e gerar empregos em Sergipe

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

O Governo de Sergipe apresentou, na quarta-feira, 25, o estudo que orientará o descomissionamento de 26 plataformas de petróleo localizadas na Bacia Sergipe-Alagoas. Elaborado pela FGV Energia a pedido da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Sergipe (Agrese) e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), o documento confirma que o estado reúne infraestrutura e localização favoráveis para executar o plano e atrair novos fornecedores.

Investimento e impacto econômico

A Petrobras reservou R$ 16 bilhões para o processo de desativação, valor que, segundo o estudo, poderá mobilizar milhares de empregos diretos e indiretos ao longo de cerca de dez anos. O governador Fábio Mitidieri destacou que a iniciativa é estratégica para a reindustrialização local e reafirmou o compromisso do Executivo em facilitar a instalação de empresas ligadas à cadeia de petróleo e gás.

O que é descomissionamento

Ao fim da vida útil ou quando se tornam economicamente inviáveis, plataformas, usinas e máquinas industriais precisam ser desmontadas. O procedimento inclui retirada definitiva das estruturas, limpeza, destinação de resíduos e recuperação ambiental. Para o diretor da ANP, Pietro Mendes, a operação deve transformar Sergipe em novo polo nacional de gás natural.

Projetos complementares

Paralelamente ao descomissionamento, a Petrobras conduz o projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), com investimento de US$ 5 bilhões e início de produção previsto para 2030. A expectativa é extrair 240 mil barris de petróleo e 18 milhões de metros cúbicos de gás por dia, apoiados por um gasoduto dedicado.

O estado também concluiu, em 2024, o gasoduto que liga o terminal de GNL da UTE Porto de Sergipe I à rede da TAG, com capacidade de 14 milhões de m³/dia, e desenvolve o Hub de Gás de Sergipe, que prevê estocagem subterrânea, planta de liquefação e até refinaria.

Mobilização política e acadêmica

Relator da Nova Lei do Gás, o senador Laércio Oliveira celebrou o workshop e avaliou que o descomissionamento inaugura novo ciclo de desenvolvimento regional. Já a FGV, além do estudo das plataformas, elaborou o plano de implantação da primeira Universidade Estadual de Sergipe (Unese), cujo primeiro vestibular está previsto até o fim deste ano e concurso para docentes no segundo semestre de 2026.

O Governo do Estado seguirá acompanhando a licitação de duas unidades flutuantes de produção (FPSOs) do SEAP, vencida pela holandesa SBM Offshore após impasse sobre royalties resolvido com o Governo Federal. A produção permanece no Plano Estratégico 2026-2030 da Petrobras.

Com a combinação de descomissionamento, novos campos em águas profundas e expansão da malha de gás, Sergipe consolida posição de destaque na indústria de óleo e gás do Nordeste.

Com informações de Governo de Sergipe