📅 Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026  |  ☀️ Aracaju, SE
Sergipe

Sergipe retoma transplantes renais com doador falecido após 13 anos e soma nove cirurgias em três meses

Rafael Ramos · · 3 min de leitura

Aracaju – Depois de 13 anos sem realizar transplantes renais provenientes de doadores falecidos, Sergipe voltou a executar o procedimento e registrou nove cirurgias entre janeiro e março de 2026. Um dos transplantes ocorreu no Hospital Universitário de Aracaju e os outros oito na Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC).

O retorno foi viabilizado por contrato firmado entre o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e o Hospital de Cirurgia, no valor de R$ 241 milhões.

Benefício para pacientes com doença renal crônica

O transplante de rim é considerado o tratamento mais indicado para a doença renal crônica em estágio avançado, pois diminui a dependência da hemodiálise e amplia a sobrevida dos pacientes.

História de superação

Entre as pessoas beneficiadas está Jucilene Monteiro, 52 anos, moradora de Nossa Senhora da Glória. Diagnosticada há três anos, ela passou 11 meses em hemodiálise antes de receber o órgão no Hospital de Cirurgia.

“Minha luta começou com muito cansaço. Depois dos exames, veio o diagnóstico. Passei a depender de uma máquina”, contou. A cirurgia foi bem-sucedida e, segundo Jucilene, o atendimento recebido “foi excelente do início ao fim”. Agora, a paciente espera retomar as atividades diárias com mais autonomia.

Como funciona a doação de órgãos

A captação depende da autorização da família, mesmo quando o potencial doador já havia expressado esse desejo em vida. O protocolo se inicia com a identificação de pacientes em estado neurocrítico pela Organização de Procura de Órgãos. Confirmada a morte encefálica, a Central Estadual de Transplantes distribui os órgãos conforme regras do Sistema Nacional de Transplantes, sob supervisão do Ministério Público.

Números da Central Estadual de Transplantes

De janeiro a março de 2026, o estado contabilizou 10 doadores. Nesse período foram disponibilizados:

  • 8 corações – 3 transplantados;
  • 12 fígados – 8 utilizados;
  • 25 rins – 17 transplantados;
  • 35 córneas – 18 aproveitadas.

Em comparação com o mesmo intervalo de anos anteriores, o volume de doadores cresceu: eram 9 no início de 2025 e subiram para 13 em 2026, sinalizando avanço na conscientização sobre a importância da doação de órgãos.

Com a retomada dos transplantes renais de doador falecido e o aumento das doações, Sergipe amplia o acesso de pacientes à cirurgia e reduz o tempo de espera na fila.

Com informações de Governo de Sergipe